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Notícias / 1 de outubro de 2026

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Kassio levou quatro dias para pautar o caso Aparecida no TSE. Nesse intervalo, o STF decidiu duas vezes

Em 26 de setembro, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, negou levar ao plenário a ordem que tirou do ar os posts falsos sobre Flávio Bolsonaro e a padroeira. O julgamento só veio no dia 30. Eu montei a cronologia do que ficou parado, do que o Supremo fez no vácuo e do que ainda falta decidir.

Publicado
1 de outubro de 2026
Atualizado
1 de outubro de 2026
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Notícias
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Kassio Nunes Marques no TSE, em 25 de agosto de 2026. Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons, domínio público
Kassio Nunes Marques no TSE, em 25 de agosto de 2026. Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons, domínio público

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou em 26 de setembro de 2026 o pedido para levar ao plenário virtual a ordem que tirou do ar posts falsos sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida. O julgamento só aconteceu no dia 30. Nesse intervalo, dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram sobre o mesmo caso, um desfazendo o outro. A recusa foi revelada pela CartaCapital.

O que ficou parado?

A ordem é do ministro André Mendonça, do TSE, a pedido de Flávio. Ela manda remover publicações que atribuem ao candidato do PL um plano para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira. A atribuição é falsa: o projeto de 2007 que deu origem ao boato tem outro autor e está arquivado, como eu mostrei em quem é o autor do projeto da padroeira. A CartaCapital informa que a decisão alcançava até 1.170 links mapeados.

Foi a ida ao plenário, para confirmar ou derrubar a ordem, que demorou. Por regra da revista, não reproduzo aqui o conteúdo que a Justiça Eleitoral mandou tirar do ar.

O que aconteceu nos quatro dias?

DataO que aconteceuFonte
26 de setembroKassio nega levar a ordem ao plenário virtual. Mendonça manda tirar do ar o post de um humoristaCartaCapital e Brasil de Fato
27 de setembroFlávio Dino, do STF, derruba a ordem de Mendonça e pede ao presidente do STF, Edson Fachin, que leve o tema ao plenárioCartaCapital
28 de setembroLuiz Fux, do STF, suspende a decisão de Dino. Kassio manda ofício a Fachin contra "interferências indevidas sobre decisões da Justiça Eleitoral"Brasil de Fato
29 de setembroFachin tira o caso da pauta do STF. Kassio convoca sessão virtual extraordinária no TSEO Tempo
30 de setembroO TSE julga das 10h às 23h59O Tempo

Plenário do TSE em sessão de 20 de fevereiro de 2025. Alejandro Zambrana / Secom / TSE / Wikimedia Commons, domínio público

Por que a demora acendeu a luz vermelha?

Porque o vácuo foi ocupado pelo Supremo. Segundo o Jornal do Comércio, com informações de agências, há no próprio TSE quem avalie que a escalada poderia ter sido evitada se o colegiado tivesse julgado o caso antes. Na mesma reportagem, Kassio disse a interlocutores que não pautou antes porque Mendonça ainda não tinha liberado o processo para o plenário.

Dois ministros do TSE ouvidos sem identificação pela CartaCapital disseram que é comum o STF rever decisões da corte eleitoral. A queixa de Kassio contra isso está em Kassio contra o TSE paralelo.

Como terminou o julgamento?

Com maioria para manter a remoção dos posts que repetem a acusação falsa. Mendonça mudou o próprio voto para preservar o post do humorista, por ver ambiguidade no conteúdo, segundo a Gazeta do Povo. Kassio e Dias Toffoli acompanharam o relator. Ricardo Villas Bôas Cueva e Floriano de Azevedo Marques divergiram em parte: para eles, só cabe apagar reproduções do núcleo falso.

As fontes contam o placar de jeitos diferentes. A Agência Brasil, às 21h35, contou quatro votos pela manutenção da remoção, com Cueva entre eles e três ministros ainda por votar. O Povo e o Metrópoles, às 22h, falavam em 3 a 2, contando as divergências parciais. Segundo a Gazeta do Povo, Sebastião Reis e Estela Aranha chegaram ao mesmo resultado de Mendonça, com outros fundamentos. Até o fechamento desta nota, eu não encontrei a proclamação oficial do resultado.

O que pode acontecer agora?

O caso pode voltar ao STF. Dino e Fux pediram que o plenário do Supremo analise a questão, e a decisão de pautar é de Fachin, segundo a Gazeta do Povo. Até esta quinta, 1º de outubro, não havia data. A eleição é no domingo, 4.

Perguntas frequentes

Por que Kassio Nunes Marques demorou para pautar o caso Aparecida?

Segundo o Jornal do Comércio, ele disse a interlocutores que esperava o relator, André Mendonça, liberar o processo para o plenário.

O que o TSE decidiu sobre os posts de Nossa Senhora Aparecida?

Formou maioria, em 30 de setembro de 2026, para manter fora do ar as publicações que atribuem a Flávio Bolsonaro um plano contra o título de padroeira. O post de um humorista foi preservado.

O STF ainda pode julgar o caso?

Pode. Dino e Fux pediram análise do plenário. A data depende do presidente do STF, Edson Fachin.

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Fontes desta materia

  1. CartaCapital, Nunes Marques se recusou a levar ao plenário do TSE julgamento sobre Nossa Senhora Aparecida, 28 de setembro de 2026
  2. Brasil de Fato, Kassio marca julgamento sobre posts de Nossa Senhora no TSE; Fachin adia pauta no STF, 29 de setembro de 2026
  3. O Tempo, Nunes Marques leva controvérsia de Nossa Senhora Aparecida ao plenário do TSE nesta quarta, 29 de setembro de 2026
  4. Jornal do Comércio (agências), Kassio marca para esta quarta julgamento do caso Nossa Senhora no TSE
  5. Agência Brasil, André Richter, TSE forma maioria para manter retirada de posts sobre Nossa Senhora, 30 de setembro de 2026
  6. Gazeta do Povo, Kassio e Toffoli seguem Mendonça; Cueva diverge sobre posts de Nossa Senhora, 30 de setembro de 2026
  7. O Povo, TSE forma maioria para manter veto a posts com fake news sobre Nossa Senhora Aparecida, 1º de outubro de 2026
  8. Metrópoles (coluna Manoela Alcântara), TSE tem placar de 3 a 2 para manter remoção de posts sobre Nossa Senhora