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Um aliado de Donald Trump diz que o Flávio Bolsonaro já está nos Estados Unidos, em segurança, depois de uma operação de proteção do governo americano. E diz quem seria o mentor: o secretário de Estado, Marco Rubio. O governo americano não confirmou nem negou.
É uma notícia muito nova. Esta página vai sendo atualizada.
Quem disse
Quem disse foi Simón Levy, empresário mexicano e ex-subsecretário de Turismo do México, que se apresenta como interlocutor de Trump. Primeiro, ele escreveu no X:
"Posso confirmar que Flávio Bolsonaro não está mais no Brasil e está a caminho dos Estados Unidos. Uma operação de proteção dos EUA está em andamento para garantir a sua segurança."
Horas depois, foi além:
"Como informei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O mentor por trás desta operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e em segurança, Flávio liderará a oposição contra Lula."

Secretário de Estado é o ministro que cuida das relações dos Estados Unidos com outros países. A Gazeta do Povo pediu uma posição ao Departamento de Estado e, até esta matéria, não teve resposta.
O que já está confirmado
- A saída do Brasil: fontes ligadas à Polícia Federal confirmaram à Gazeta do Povo que o Flávio deixou o país rumo aos Estados Unidos.
- O governo Trump sabia: segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, a saída foi organizada de última hora por um grupo pequeno de aliados no Brasil e nos Estados Unidos, com o governo Trump avisado.
- O pedido de asilo: aliados disseram ao Metrópoles que ele vai pedir asilo político assim que chegar ao território americano. Até esta matéria, o pedido não tinha sido confirmado.
O caminho pela Argentina
Na versão de aliados ouvidos pela Folha de S.Paulo, o senador saiu pela Argentina, mas não por Puerto Iguazú. Lá, um jatinho Gulfstream tinha o nome dele na lista de passageiros e não decolou. Segundo esses aliados, foi um despiste: ele decolou de outro ponto. Despiste é enganar quem está procurando.
O governo argentino diz não ter registro da entrada dele no país.
Os documentos
Na terça, a Polícia Federal cancelou o passaporte brasileiro do Flávio. Mas, segundo a Folha, ele também tem cidadania italiana, e a identidade italiana segue valendo.
Os 7 minutos
Segundo a colunista Malu Gaspar, do O Globo, o pedido da PF para tirar o passaporte do Flávio entrou no STF 7 minutos depois de o TSE confirmar o resultado da eleição. O ministro Alexandre de Moraes aceitou na mesma noite, sem ouvir antes a Procuradoria-Geral da República, que é quem acusa em nome do país. O prazo para entregar o passaporte acabou na terça, às 11h.
O que vem agora
Segundo o Metrópoles, aliados esperam que o Moraes mande prender o Flávio em breve. Mas uma prisão em território americano depende das autoridades dos Estados Unidos, justamente o país a quem ele vai pedir proteção.
Já vimos isso

Na Venezuela, Edmundo González venceu Nicolás Maduro nas atas reunidas pela oposição em 2024. Em 2 de setembro de 2024, teve a prisão decretada. Seis dias depois, chegou exilado à Espanha.
A resposta
Opinião da Revista De Castro. Asilo é a proteção de outro país para quem é perseguido no seu. Quando o principal nome da oposição precisa sair do país dois dias depois da eleição, isso tem nome: exílio político. E, de lá, ele pode continuar falando.
Perguntas que chegam nos comentários
O governo americano confirmou a operação?
Não. Quem disse foi Simón Levy, aliado de Trump. O Departamento de Estado não respondeu até esta matéria.
O Flávio já chegou aos Estados Unidos?
Simón Levy diz que sim. Não há confirmação oficial americana até esta matéria.
Ele pode ser preso lá?
Uma prisão em território americano depende das autoridades dos Estados Unidos.
O que é o código EXILIO22?
É o código do post da @revistadecastro. Quem comenta recebe no direct o link desta matéria.







