Um míssil atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, capital da Arábia Saudita, no sábado, 10 de outubro de 2026, por volta das 15h no horário local. A Autoridade Geral de Aviação Civil saudita contou 12 mortos e 309 feridos, alguns em estado grave. Foi o terceiro ataque ao aeroporto em uma semana. A coalizão liderada pelos sauditas culpa os houthis, o grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã. Perguntado se os Estados Unidos vão entrar na guerra contra os houthis, Donald Trump disse: "Podemos. Vamos olhar isso."
O que foi atingido?
Uma autoridade regional disse ao Gulf News que o míssil caiu no complexo dos terminais 3 e 4, os de voos domésticos. O aeroporto parou as operações para avaliar os estragos.
Kuwait Airways, Lufthansa, Air India, flydubai e a Pakistan International Airlines suspenderam voos para o país, segundo a Gazeta do Povo. Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Espanha e Canadá mandaram seus cidadãos evitar a região.

Quem morreu?
A lista oficial saudita, divulgada na madrugada de domingo, 11:
| Nacionalidade | Mortos |
|---|---|
| Arábia Saudita | 4 |
| Bangladesh | 2 |
| Estados Unidos, Egito, Jordânia, Síria, Palestina e Sudão | 1 de cada |
Uma das vítimas era uma comissária de bordo egípcia de uma companhia saudita, segundo uma fonte médica ouvida pela AFP e citada pelo Türkiye Today.
Quem disparou?
A coalizão saudita aponta os houthis e chamou o ataque de "crime de guerra completo". Prometeu responder.
Até a noite de sábado, os houthis não tinham assumido de forma explícita o ataque daquele dia, segundo o Gulf News. Eles assumiram os anteriores. Na quinta-feira, 8 de outubro, os ataques ao mesmo aeroporto mataram três sauditas, entre eles um piloto da Saudia, segundo a Al Jazeera. O grupo também declarou todo o espaço aéreo saudita zona de operações militares, com exceção de Meca e Medina.
Trump chamou o ataque de "inaceitável" e disse que falaria com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. "Vamos tomar uma decisão. A gente decide muito rápido", afirmou.
O que isso tem a ver com o Brasil?
Nenhum brasileiro aparece na lista de mortos. Até a manhã de domingo, 11, não encontrei nota do Itamaraty sobre o ataque.
O efeito que chega aqui é o do combustível. A Arábia Saudita vendeu ao Brasil 13,57% de todo o diesel importado em março de 2026, segundo os dados de comércio exterior compilados pela Agência Brasil. O país importa cerca de 30% do diesel que consome.
O Brent, o petróleo de referência, subiu mais de 5% depois dos primeiros ataques da semana, segundo a Gazeta do Povo. Na bomba, o diesel S-10 já estava a R$ 7,35 por litro na pesquisa da ANP divulgada em 2 de outubro, o maior preço desde abril, segundo o Diário do Comércio. A conta inteira do petróleo e da guerra com o Irã está em Ormuz sob ataque quase diário.
Perguntas que chegam nos comentários
Quantas pessoas morreram no ataque ao aeroporto de Riad?
12 mortos e 309 feridos, segundo a aviação civil saudita, no ataque de sábado, 10 de outubro de 2026.
Quem atacou?
A coalizão saudita culpa os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã. Até a noite de sábado, o grupo não tinha assumido aquele ataque de forma explícita.
Os Estados Unidos vão entrar na guerra?
Trump disse "podemos" e que vai decidir rápido. Não anunciou nenhuma ação até 11 de outubro.
Tem brasileiro entre as vítimas?
Não. A lista oficial traz sauditas, bengaleses, um americano, um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês.







