Flávio Bolsonaro (PL) disse na quarta-feira, 7 de outubro de 2026, que, se eleito, vai colocar o Brasil no Escudo das Américas, a aliança criada por Donald Trump contra cartéis e facções. "Vou, com muita vontade e muita honra, querer fazer parte do Escudo das Américas", afirmou numa live com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, segundo o InfoMoney. O Brasil está fora do grupo. O governo Lula não aceita classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas.
O que é o Escudo das Américas?
É uma aliança dos Estados Unidos com países da América Latina para combater o crime organizado. Foi lançada em 7 de março de 2026, numa cúpula no resort de Trump em Doral, na Flórida, segundo o InfoMoney. Prevê troca de informação de inteligência, treinamento padronizado e apoio nas rotas do tráfico no Caribe e no Pacífico, segundo a Gazeta do Povo.
O que o grupo fez contra o PCC e o CV?
Em 22 de setembro de 2026, os países do Escudo assinaram uma declaração contra 24 facções, entre elas o PCC e o Comando Vermelho. A lista prevê congelar bens dos líderes, barrar a entrada de integrantes e processar quem financia o crime, segundo a BBC News Brasil.
Os Estados Unidos já tinham classificado as duas facções como organizações terroristas estrangeiras em 28 de maio de 2026, segundo o Poder360.
Quem está e quem não está?
| Dentro do Escudo (citados) | Fora |
|---|---|
| Estados Unidos | Brasil |
| Argentina | México |
| Paraguai, Bolívia, Equador e Peru | |
| Colômbia, depois da posse de Abelardo de la Espriella, em agosto |
A declaração de setembro teve 15 governos signatários, segundo o InfoMoney.
O que Flávio promete?
Além de entrar no Escudo, Flávio disse em 7 de outubro que quer classificar o PCC, o CV e as milícias como organizações terroristas, segundo o Metrópoles. Em setembro, ele já tinha dito que o Brasil faria parte da aliança "a partir do ano que vem".
E o governo Lula?
Lula disse em 18 de setembro de 2026, num evento sobre segurança no Rio: "Não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump.", segundo a Gazeta do Povo. O governo sustenta que a lei brasileira só chama de terrorismo o crime com motivação ideológica, e que as facções agem por dinheiro e território, segundo o Poder360.
Minha opinião
Esta parte é opinião minha, Thiago de Castro.
Facção que domina bairro, cobra pedágio e mata para manter o território aterroriza quem mora ali, seja qual for o nome na lei. Enquanto Argentina, Paraguai e Colômbia somam forças, o Brasil discute palavra. Flávio escolheu o lado de quem quer o bandido cercado.








