Atualizado às 21h51 de 4 de outubro de 2026, com 99,67% das seções. Os números são do arquivo oficial do TSE e podem mudar nos decimais até a totalização final. "Eleito" só aparece aqui quando o TSE já proclamou; os demais estão descritos pelo percentual.
Flávio Bolsonaro (PL) venceu o primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Com 497.620 das 499.248 seções totalizadas, ele tem 56.009.715 votos, 47,10% dos válidos. Lula (PT) tem 53.606.403, 45,08%. A diferença é de 2,4 milhões de votos. Como ninguém passou da metade dos votos válidos, os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro.
Eu passei o dia nos arquivos do TSE, estado por estado, para presidente, governador, senador e deputado. Este é o balanço da noite.
Como ficou a disputa presidencial?
| Candidato | Partido | Votos | % válidos |
|---|---|---|---|
| Flávio Bolsonaro | PL | 56.009.715 | 47,10% |
| Lula | PT | 53.606.403 | 45,08% |
| Augusto Cury | Avante | 3.441.555 | 2,89% |
| Renan Santos | Missão | 2.672.295 | 2,25% |
| Ronaldo Caiado | PSD | 2.601.310 | 2,19% |
| Romeu Zema | Novo | 326.018 | 0,27% |
| Samara | UP | 122.759 | 0,10% |
| Hertz Dias | PSTU | 42.956 | 0,04% |
| Clariana Barão | DC | 39.917 | 0,03% |
| Edmilson Costa | PCB | 22.574 | 0,02% |
| Wilson Grassi | Democrata | 16.824 | 0,01% |
| Rui Costa Pimenta | PCO | 14.992 | 0,01% |
Brancos: 2.295.384 (1,84%). Nulos: 3.660.707 (2,93%). Total de votos: 124.869.832. Fonte: TSE, 21h51.

O que significa ir ao segundo turno na frente?
Pela Constituição, vence no primeiro turno quem tem mais da metade dos votos válidos. Flávio ficou a 2,9 pontos disso. O segundo turno, em 25 de outubro, é só entre os dois primeiros.
A posição inverteu em relação a 2022, quando Lula abriu o primeiro turno com 48,43% contra 43,20% de Jair Bolsonaro e venceu o segundo por 50,90% a 49,10%, uma diferença de 1,8 ponto. É a primeira vez desde 2006 que Lula chega a um segundo turno atrás do adversário.
Os outros nove candidatos somaram 7,8% dos votos válidos. Quatro deles são de direita ou de centro-direita: Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, 7,6% juntos. Somados a 4,8% de brancos e nulos, é esse eleitorado que os dois vão disputar nas próximas três semanas.
Quem vence o primeiro turno ganha o segundo?
Até hoje, sempre. Desde a volta das eleições diretas, o Brasil teve sete segundos turnos para presidente: 1989 (Collor), 2002 e 2006 (Lula), 2010 e 2014 (Dilma), 2018 (Bolsonaro) e 2022 (Lula). Em 1994 e 1998, Fernando Henrique venceu no primeiro. Nos sete segundos turnos, o candidato que terminou o primeiro turno na frente venceu a eleição. Sete em sete. Não é garantia, é estatística: mas é a estatística inteira da Nova República.
O que diz o mercado de apostas?
Na Polymarket, a maior bolsa de apostas políticas do mundo, Flávio Bolsonaro tinha na noite deste domingo 84,2% de probabilidade de vencer a eleição, contra 15,5% de Lula, num mercado com 170 milhões de dólares negociados, segundo a página do mercado reproduzida pelo CryptoSlate. Em 21 de setembro, antes do voto, a mesma Polymarket dava 58,7% a 40,5%, e as casas Kalshi, PredictIt e Smarkets ficavam entre 56% e 61% para Flávio, enquanto a média das pesquisas mostrava Lula 1,5 ponto à frente, segundo o Rio Times. Aposta não é voto. Mas em 2022 os mercados acertaram o primeiro turno de Bolsonaro que as pesquisas erraram.
A direita cresceu?
Em todos os níveis. Na Presidência, de 43,2% de Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2022 para 47,1% de Flávio; somando Cury, Renan Santos, Caiado e Zema, os votos à direita de Lula chegam a 54,7%. Em estados vencidos, de 13 para 15. Nos governos, 11 definidos no primeiro turno. No Senado, 30 das 54 cadeiras, com o PL passando de 8 eleitos em 2022 para 20 líderes em 2026. Na Câmara, 23,3% dos votos para o PL, que em 2022 já tinha feito a maior bancada, com 99 deputados. E o deputado mais votado em 21 dos 27 estados é de direita.
Onde cada um venceu?

Flávio venceu em 15 unidades da federação: Roraima (71,1%), Rondônia (67,5%), Santa Catarina (66,7%), Mato Grosso (65,2%), Acre (64,6%), Paraná (59,9%), Mato Grosso do Sul (58,6%), Rio Grande do Sul (55,6%), Espírito Santo (54,8%), Goiás (53,6%), Rio de Janeiro (53,0%), São Paulo (51,9%), Distrito Federal (51,3%), Tocantins (50,4%) e Minas Gerais (48,4% a 43,2%). Os três maiores colégios do país, São Paulo, Minas e Rio, ficaram com ele.
Lula venceu em 12: Piauí (70,9%), Bahia (65,9%), Maranhão (63,9%), Pernambuco (63,4%), Ceará (63,1%), Sergipe (62,7%), Paraíba (61,3%), Rio Grande do Norte (59,7%), Alagoas (54,6%), Pará (49,7%), Amazonas (47,8%) e Amapá, onde a diferença foi de 45,71% a 45,67%. No exterior, com 96% das seções, Lula teve 47,2% e Flávio, 43,8%.
Em 2022, no primeiro turno, Lula tinha vencido em 14 estados e Bolsonaro em 13. Minas Gerais, Amazonas e Tocantins mudaram de lado.

Quem já é governador?

Proclamados eleitos pelo TSE até as 21h30: Zucco (PL) no Rio Grande do Sul, 58,05%; Eduardo Riedel (PP) no Mato Grosso do Sul, 67,07%; Marcos Rogério (PL) em Rondônia, 56,86%; Arthur Henrique (PL) em Roraima, 69,13%; e Dr. Furlan (PSD) no Amapá, 62,75%.
Acima de 50% e à espera da proclamação: Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, 62,65%; Jorginho Mello (PL) em Santa Catarina, 68,98%; Cleitinho (Republicanos) em Minas Gerais, 55,39%; Daniel Vilela (MDB) em Goiás, 59,17%; Otaviano Pivetta (Republicanos) em Mato Grosso, 60,77%; Lucas Ribeiro (PP) na Paraíba, 64,30%; Sergio Moro (PL) no Paraná, 50,10%; JHC (PSDB) em Alagoas, 52,06%; Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, 55,49%; Elmano de Freitas (PT) no Ceará, 52,99%; Rafael Fonteles (PT) no Piauí, 70,86%; Eduardo Braide (PSD) no Maranhão, 54,10%; Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco, 53,27%; Fábio Mitidieri (PSD) em Sergipe, 59,28%; e Dr. Daniel (Podemos) no Pará, 51,53%.
No total, 11 governos ficam com a direita e o centro-direita (PL, Republicanos, PP e o MDB de Vilela, aliado de Caiado), três com o PT, quatro com o PSD, um com o Podemos e um com o PSDB.
Segundo turno em sete estados: Rio de Janeiro (Douglas Ruas, PL, 49,27% x Eduardo Paes, PSD, 42,76%); Distrito Federal (Celina Leão, PP, 49,93% x Leandro Grass, PT, 34,47%); Espírito Santo (Lorenzo Pazolini, Republicanos, 49,65% x Ricardo Ferraço, MDB, 34,06%); Acre (Mailza Assis, PP, 49,76% x Alan Rick, Republicanos, 32,27%); Tocantins (Professora Dorinha, União, 45,52% x Vicentinho Júnior, PSDB, 43,94%); Amazonas (Omar Aziz, PSD, 40,39% x Professora Maria do Carmo, PL, 24,72%); e Rio Grande do Norte (Allyson, União, 36,82% x Cadu de Lula, PT, 36,21%). Em quatro deles, Rio, DF, Espírito Santo e Acre, o candidato da direita parou a menos de um ponto dos 50%.
E o Senado?

Cada estado elegeu dois senadores, 54 cadeiras. Candidatos de PL, Republicanos, PP, União e Novo ocupam 30 delas; PT, PSB, PDT, PSOL e Rede, 11; MDB, PSD, Podemos e PSDB, 13. Entre os já proclamados pelo TSE: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL) no Distrito Federal; Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) no Rio Grande do Sul; Reinaldo Azambuja e Capitão Contar (PL) no Mato Grosso do Sul; Fernando Máximo e Bruno Scheid (PL) em Rondônia; Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB) no Tocantins. Em Santa Catarina, Carol de Toni e Carlos Bolsonaro (PL) lideram; no Paraná, Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo); em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL); no Rio, Carlos Portinho e Carlos Jordy (PL).
Ficam de fora, em terceiro: Renan Calheiros (MDB) em Alagoas, Randolfe Rodrigues (PT) no Amapá, Simone Tebet (PSB) em São Paulo e Ciro Nogueira (PP) no Piauí.
Somando as 30 cadeiras novas aos 19 senadores de direita eleitos em 2022, a direita chega a 49 de 81. Para condenar um ministro do Supremo num processo de impeachment são necessários 54, dois terços. A conta inteira está em Senado: a direita lidera e os 54 votos.

E a Câmara?
O PL teve 23,3% de todos os votos para deputado federal na soma dos 27 estados, quase o dobro do PT (12,4%). Lucas Pavanato (PL-SP), com 2,88 milhões, e Nikolas Ferreira (PL-MG), com 2,83 milhões, superaram o recorde histórico de 1,84 milhão. Um candidato de direita foi o mais votado em 21 dos 27 estados. A distribuição das 513 cadeiras sai com o quociente eleitoral de cada estado. Os detalhes estão em Câmara: os deputados mais votados.
O que vem agora?
A campanha do segundo turno começa amanhã e dura três semanas: debates na TV, pesquisas semanais e a votação em 25 de outubro, das 8h às 17h. Quem decide são os 7,6% que votaram em Cury, Renan Santos, Caiado e Zema, os 4,8% de brancos e nulos e a abstenção. Em 2022, o segundo turno foi decidido por 1,8 ponto.
Perguntas que chegam nos comentários
Quem venceu o primeiro turno de 2026?
Flávio Bolsonaro (PL), com 47,10% dos votos válidos, contra 45,08% de Lula (PT), com 99,67% das seções totalizadas pelo TSE às 21h51 de 4 de outubro de 2026.
Quem vence o primeiro turno costuma vencer o segundo?
Nos sete segundos turnos presidenciais desde 1989 (1989, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022), o líder do primeiro turno venceu todos. Em 2026, o líder é Flávio Bolsonaro.
O que diz a Polymarket?
Na noite de 4 de outubro, 84,2% de chance para Flávio Bolsonaro e 15,5% para Lula, com 170 milhões de dólares negociados.
Vai ter segundo turno?
Sim, em 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro e Lula. Ninguém passou de 50% dos votos válidos.
Em quantos estados Flávio venceu?
Em 15, incluindo São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Lula venceu em 12, os nove do Nordeste mais Pará, Amazonas e Amapá.
Quais governadores já foram eleitos?
O TSE proclamou Zucco (RS), Riedel (MS), Marcos Rogério (RO), Arthur Henrique (RR) e Furlan (AP). Outros 15 passaram de 50% e aguardam proclamação. Sete estados terão segundo turno: RJ, DF, ES, AC, TO, AM e RN.
Como ficou o Senado?
A direita leva 30 das 54 cadeiras em disputa; somando os 19 senadores de direita eleitos em 2022, chega a 49 de 81.







