Atualizado às 20h24 de 4 de outubro de 2026. "Lidera" é quem ocupa uma das duas primeiras posições na última parcial do TSE em cada estado; a proclamação é do Tribunal. A conta por bloco usa a filiação partidária e não é placar de votação nenhuma.
O Senado tem 81 cadeiras, três por estado. Em 2026 estão em disputa duas por estado, 54 ao todo. As outras 27 são de quem se elegeu em 2022 e tem mandato até 2031. Eu abri o arquivo do TSE de cada estado. Esta é a fotografia das 20h24.
Quem está na frente?

Candidatos de PL, Republicanos, PP, União e Novo ocupam 30 das 54 vagas. PT, PSB, PDT, PSOL e Rede, 11. MDB, PSD, Podemos e PSDB, as outras 13.
Entre os que lideram com a apuração praticamente encerrada: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) no Distrito Federal; Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) no Paraná; Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) no Rio Grande do Sul; Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) no Mato Grosso do Sul; Dr. Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL) em Rondônia; Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) em Santa Catarina; Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) em São Paulo; Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) no Rio de Janeiro.
A esquerda segura a Bahia (Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)), Pernambuco (Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)) e o Ceará (Cid Gomes (PSB) e Luizianne (Rede)).
Quem está ficando de fora?
Nomes conhecidos aparecem em terceiro, fora das duas vagas: Renan (MDB) 23,5% em Alagoas; Ciro Nogueira (PP) 24,7% no Piauí; Randolfe (PT) 18,8% no Amapá; Simone Tebet (PSB) 19,2% em São Paulo; Benedita da Silva (PT) 20,1% no Rio de Janeiro; Manuela d'Ávila (PSOL) 17,1% no Rio Grande do Sul; Leila do Vôlei (PDT) 21,2% no Distrito Federal; Esperidião Amin (PP) 15,3% em Santa Catarina; Roseana Sarney (MDB) 16,0% no Maranhão.
O que o Senado tem a ver com o impeachment de ministro do STF?
Tudo. A Constituição, no artigo 52, dá ao Senado, e só a ele, a competência de processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal por crime de responsabilidade. A Câmara não participa. A condenação exige dois terços dos senadores: 54 de 81. O rito está na Lei 1.079, de 1950: qualquer cidadão pode apresentar a denúncia, uma comissão especial dá parecer, o plenário decide por maioria simples se recebe, e o julgamento final precisa dos dois terços.

Há um porteiro nesse caminho: o presidente do Senado. É ele quem decide se a denúncia é lida e segue para a comissão. Dezenas de pedidos contra ministros do Supremo, a maioria contra Alexandre de Moraes, foram apresentados nos últimos anos, e nenhum passou dessa etapa. A Mesa do Senado para o biênio seguinte é eleita em 1º de fevereiro de 2027, na abertura da legislatura.
A direita chega aos 54?
Pela filiação partidária, ainda não. São 30 cadeiras novas com PL, Republicanos, PP, União e Novo. Dos 27 senadores eleitos em 2022, 19 são desses partidos. Total: 49 de 81. Faltam 5.
Três ressalvas, para a conta não enganar ninguém. Primeira: partido não é voto; há senadores de União e PP que nunca apoiaram pedido de impeachment de ministro, e há senadores de MDB, PSD e Podemos que já assinaram. Segunda: senadores da turma de 2022 que estão vencendo eleição de governador, como Cleitinho em Minas e Sergio Moro no Paraná, deixam a cadeira para o suplente. Terceira: 13 das vagas novas ficam com o centro, e é ali que os 5 votos teriam de ser buscados.
Os 27 estados, um por um
| Estado | Apurado | 1º | 2º | 3º (fora) |
|---|---|---|---|---|
| Acre | 99,34% | Marcio Bittar (PL) 25,59% | Mara Rocha (Rep.) 17,94% | Gladson Camelí (PP) 16,6% |
| Alagoas | 72,06% | Arthur Lira (PP) 29,88% | Marina JHC (PSDB) 26,97% | Renan (MDB) 23,5% |
| Amapá | 91,85% | Rayssa Furlan (Pode) 29,64% | Lucas Barreto (PSD) 24,02% | Randolfe (PT) 18,8% |
| Amazonas | 90,77% | Eduardo Braga (MDB) 31,60% | Plinio Valério (PSDB) 24,81% | Capitão Alberto Neto (PL) 24,2% |
| Bahia | 77,43% | Rui Costa (PT) 29,49% | Jaques Wagner (PT) 27,01% | Angelo Coronel (Rep.) 20,6% |
| Ceará | 78,88% | Cid Gomes (PSB) 30,62% | Luizianne (Rede) 28,54% | Capitão Wagner (União) 21,2% |
| Distrito Federal | 100,00% | Michelle Bolsonaro (PL) 29,05% | Bia Kicis (PL) 27,44% | Leila do Vôlei (PDT) 21,2% |
| Espírito Santo | 99,62% | Renato Casagrande (PSB) 24,70% | Evair de Melo (Rep.) 24,40% | Maguinha Malta (PL) 18,9% |
| Goiás | 96,30% | Gustavo Gayer (PL) 24,65% | Gracinha Caiado (União) 21,66% | Dr. Zacharias Calil (MDB) 15,0% |
| Maranhão | 84,13% | Fufuca (PP) 21,62% | Lahesio Bonfim (Novo) 21,07% | Roseana Sarney (MDB) 16,0% |
| Mato Grosso | 98,29% | Mauro Mendes (União) 33,22% | Zé Medeiros (PL) 27,42% | Janaina Riva (MDB) 14,5% |
| Mato Grosso do Sul | 99,93% | Reinaldo Azambuja (PL) 34,65% | Capitão Contar (PL) 32,84% | Vander Loubet (PT) 13,9% |
| Minas Gerais | 87,98% | Domingos Sávio (PL) 24,57% | Marília Campos (PT) 19,31% | Carlos Viana (PSD) 17,5% |
| Paraná | 99,72% | Filipe Barros (PL) 27,28% | Deltan Dallagnol (Novo) 25,16% | Alexandre Curi (Rep.) 16,8% |
| Paraíba | 99,08% | Joao Azevêdo (PSB) 32,53% | Veneziano (MDB) 22,71% | Nabor (Rep.) 20,9% |
| Pará | 88,57% | Helder (MDB) 25,42% | Delegado Éder Mauro (PL) 22,90% | Chicão (União) 21,7% |
| Pernambuco | 86,39% | Humberto Costa (PT) 27,05% | Marília Arraes (PDT) 24,98% | Mendonça Filho (PL) 18,8% |
| Piauí | 90,06% | Marcelo Castro (MDB) 35,45% | Júlio César O Julim do Lula (PSD) 26,84% | Ciro Nogueira (PP) 24,7% |
| Rio Grande do Norte | 92,05% | Styvenson Valentim (Pode) 29,20% | Samanda de Lula (PT) 17,74% | Zenaide Maia (PSD) 17,3% |
| Rio Grande do Sul | 99,06% | Sanderson (PL) 30,11% | Marcel Van Hattem (Novo) 30,08% | Manuela d'Ávila (PSOL) 17,1% |
| Rio de Janeiro | 83,41% | Carlos Portinho (PL) 27,05% | Carlos Jordy (PL) 24,84% | Benedita da Silva (PT) 20,1% |
| Rondônia | 99,94% | Dr. Fernando Máximo (PL) 31,97% | Bruno Scheid (PL) 26,56% | Sílvia Cristina (PP) 17,0% |
| Roraima | 99,54% | Nicoletti (PL) 22,77% | Teresa Surita (MDB) 19,25% | Helena da Asatur (PSD) 17,4% |
| Santa Catarina | 98,01% | Carol de Toni (PL) 33,47% | Carlos Bolsonaro (PL) 25,34% | Esperidião Amin (PP) 15,3% |
| Sergipe | 96,39% | Rogerio Carvalho (PT) 21,81% | Delegado Alessandro (MDB) 17,16% | Delegado André David (Rep.) 16,4% |
| São Paulo | 94,81% | Guilherme Derrite (PP) 30,63% | André do Prado (PL) 29,29% | Simone Tebet (PSB) 19,2% |
| Tocantins | 99,25% | Eduardo Gomes (PL) 27,26% | Alexandre Guimarães (MDB) 19,15% | Eli Borges (Rep.) 16,5% |
Fonte: TSE, arquivos por estado, parciais das 20h24. Percentuais sobre votos válidos; cada eleitor vota em dois nomes.
Perguntas que chegam nos comentários
Quantos senadores a direita elegeu em 2026?
Pela parcial das 20h24, candidatos de PL, Republicanos, PP, União e Novo lideram 30 das 54 vagas em disputa. A proclamação oficial é do TSE.
Quantos votos são necessários para o impeachment de um ministro do STF?
54, que são dois terços dos 81 senadores, conforme o artigo 52 da Constituição e a Lei 1.079 de 1950. O julgamento é só no Senado.
A direita tem os 54 votos?
Pela filiação partidária, chega a 49 de 81, somando as cadeiras novas e os 19 senadores eleitos em 2022. Faltam 5, e partido não garante voto.
Quem decide se o pedido de impeachment anda?
O presidente do Senado, que decide se a denúncia segue para a comissão especial. A nova Mesa é eleita em 1º de fevereiro de 2027.
Michelle Bolsonaro foi eleita senadora?
No Distrito Federal, com 100% das seções, ela aparece em primeiro, com 29,05%, e Bia Kicis em segundo, com 27,44%. Falta a proclamação do TSE.







