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Notícias / 4 de outubro de 2026

Apuração

Senado: a direita lidera 30 das 54 cadeiras e chega a 49 de 81 faltam 5 para os 54 votos que julgam um ministro do STF

Pela parcial do TSE das 20h24, candidatos de PL, Republicanos, PP, União e Novo ocupam 30 das 54 vagas de senador em disputa. Somados aos 19 senadores desses partidos eleitos em 2022, são 49 de 81. Para condenar um ministro do Supremo num processo de impeachment são necessários 54. Michelle Bolsonaro, Deltan Dallagnol, Marcel van Hattem e Carlos Bolsonaro entre os que lideram; Renan Calheiros, Randolfe, Simone Tebet e Ciro Nogueira em terceiro. Os 27 estados, um por um.

Publicado
4 de outubro de 2026
Atualizado
4 de outubro de 2026
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Michelle e Jair Bolsonaro na posse de 2019. Marcelo Camargo/Agência Brasil, via Wikimedia Commons, CC BY 4.0
Michelle e Jair Bolsonaro na posse de 2019. Marcelo Camargo/Agência Brasil, via Wikimedia Commons, CC BY 4.0

Atualizado às 20h24 de 4 de outubro de 2026. "Lidera" é quem ocupa uma das duas primeiras posições na última parcial do TSE em cada estado; a proclamação é do Tribunal. A conta por bloco usa a filiação partidária e não é placar de votação nenhuma.

O Senado tem 81 cadeiras, três por estado. Em 2026 estão em disputa duas por estado, 54 ao todo. As outras 27 são de quem se elegeu em 2022 e tem mandato até 2031. Eu abri o arquivo do TSE de cada estado. Esta é a fotografia das 20h24.

Quem está na frente?

Mapa do Senado por bloco. Revista De Castro, com dados do TSE

Candidatos de PL, Republicanos, PP, União e Novo ocupam 30 das 54 vagas. PT, PSB, PDT, PSOL e Rede, 11. MDB, PSD, Podemos e PSDB, as outras 13.

Entre os que lideram com a apuração praticamente encerrada: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) no Distrito Federal; Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) no Paraná; Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) no Rio Grande do Sul; Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) no Mato Grosso do Sul; Dr. Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL) em Rondônia; Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) em Santa Catarina; Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) em São Paulo; Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) no Rio de Janeiro.

A esquerda segura a Bahia (Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)), Pernambuco (Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)) e o Ceará (Cid Gomes (PSB) e Luizianne (Rede)).

Quem está ficando de fora?

Nomes conhecidos aparecem em terceiro, fora das duas vagas: Renan (MDB) 23,5% em Alagoas; Ciro Nogueira (PP) 24,7% no Piauí; Randolfe (PT) 18,8% no Amapá; Simone Tebet (PSB) 19,2% em São Paulo; Benedita da Silva (PT) 20,1% no Rio de Janeiro; Manuela d'Ávila (PSOL) 17,1% no Rio Grande do Sul; Leila do Vôlei (PDT) 21,2% no Distrito Federal; Esperidião Amin (PP) 15,3% em Santa Catarina; Roseana Sarney (MDB) 16,0% no Maranhão.

O que o Senado tem a ver com o impeachment de ministro do STF?

Tudo. A Constituição, no artigo 52, dá ao Senado, e só a ele, a competência de processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal por crime de responsabilidade. A Câmara não participa. A condenação exige dois terços dos senadores: 54 de 81. O rito está na Lei 1.079, de 1950: qualquer cidadão pode apresentar a denúncia, uma comissão especial dá parecer, o plenário decide por maioria simples se recebe, e o julgamento final precisa dos dois terços.

Alexandre de Moraes em cerimônia no TSE, 2025. Foto: TSE, via Wikimedia Commons, domínio público

Há um porteiro nesse caminho: o presidente do Senado. É ele quem decide se a denúncia é lida e segue para a comissão. Dezenas de pedidos contra ministros do Supremo, a maioria contra Alexandre de Moraes, foram apresentados nos últimos anos, e nenhum passou dessa etapa. A Mesa do Senado para o biênio seguinte é eleita em 1º de fevereiro de 2027, na abertura da legislatura.

A direita chega aos 54?

Pela filiação partidária, ainda não. São 30 cadeiras novas com PL, Republicanos, PP, União e Novo. Dos 27 senadores eleitos em 2022, 19 são desses partidos. Total: 49 de 81. Faltam 5.

Três ressalvas, para a conta não enganar ninguém. Primeira: partido não é voto; há senadores de União e PP que nunca apoiaram pedido de impeachment de ministro, e há senadores de MDB, PSD e Podemos que já assinaram. Segunda: senadores da turma de 2022 que estão vencendo eleição de governador, como Cleitinho em Minas e Sergio Moro no Paraná, deixam a cadeira para o suplente. Terceira: 13 das vagas novas ficam com o centro, e é ali que os 5 votos teriam de ser buscados.

Os 27 estados, um por um

EstadoApurado1º2º3º (fora)
Acre99,34%Marcio Bittar (PL) 25,59%Mara Rocha (Rep.) 17,94%Gladson Camelí (PP) 16,6%
Alagoas72,06%Arthur Lira (PP) 29,88%Marina JHC (PSDB) 26,97%Renan (MDB) 23,5%
Amapá91,85%Rayssa Furlan (Pode) 29,64%Lucas Barreto (PSD) 24,02%Randolfe (PT) 18,8%
Amazonas90,77%Eduardo Braga (MDB) 31,60%Plinio Valério (PSDB) 24,81%Capitão Alberto Neto (PL) 24,2%
Bahia77,43%Rui Costa (PT) 29,49%Jaques Wagner (PT) 27,01%Angelo Coronel (Rep.) 20,6%
Ceará78,88%Cid Gomes (PSB) 30,62%Luizianne (Rede) 28,54%Capitão Wagner (União) 21,2%
Distrito Federal100,00%Michelle Bolsonaro (PL) 29,05%Bia Kicis (PL) 27,44%Leila do Vôlei (PDT) 21,2%
Espírito Santo99,62%Renato Casagrande (PSB) 24,70%Evair de Melo (Rep.) 24,40%Maguinha Malta (PL) 18,9%
Goiás96,30%Gustavo Gayer (PL) 24,65%Gracinha Caiado (União) 21,66%Dr. Zacharias Calil (MDB) 15,0%
Maranhão84,13%Fufuca (PP) 21,62%Lahesio Bonfim (Novo) 21,07%Roseana Sarney (MDB) 16,0%
Mato Grosso98,29%Mauro Mendes (União) 33,22%Zé Medeiros (PL) 27,42%Janaina Riva (MDB) 14,5%
Mato Grosso do Sul99,93%Reinaldo Azambuja (PL) 34,65%Capitão Contar (PL) 32,84%Vander Loubet (PT) 13,9%
Minas Gerais87,98%Domingos Sávio (PL) 24,57%Marília Campos (PT) 19,31%Carlos Viana (PSD) 17,5%
Paraná99,72%Filipe Barros (PL) 27,28%Deltan Dallagnol (Novo) 25,16%Alexandre Curi (Rep.) 16,8%
Paraíba99,08%Joao Azevêdo (PSB) 32,53%Veneziano (MDB) 22,71%Nabor (Rep.) 20,9%
Pará88,57%Helder (MDB) 25,42%Delegado Éder Mauro (PL) 22,90%Chicão (União) 21,7%
Pernambuco86,39%Humberto Costa (PT) 27,05%Marília Arraes (PDT) 24,98%Mendonça Filho (PL) 18,8%
Piauí90,06%Marcelo Castro (MDB) 35,45%Júlio César O Julim do Lula (PSD) 26,84%Ciro Nogueira (PP) 24,7%
Rio Grande do Norte92,05%Styvenson Valentim (Pode) 29,20%Samanda de Lula (PT) 17,74%Zenaide Maia (PSD) 17,3%
Rio Grande do Sul99,06%Sanderson (PL) 30,11%Marcel Van Hattem (Novo) 30,08%Manuela d'Ávila (PSOL) 17,1%
Rio de Janeiro83,41%Carlos Portinho (PL) 27,05%Carlos Jordy (PL) 24,84%Benedita da Silva (PT) 20,1%
Rondônia99,94%Dr. Fernando Máximo (PL) 31,97%Bruno Scheid (PL) 26,56%Sílvia Cristina (PP) 17,0%
Roraima99,54%Nicoletti (PL) 22,77%Teresa Surita (MDB) 19,25%Helena da Asatur (PSD) 17,4%
Santa Catarina98,01%Carol de Toni (PL) 33,47%Carlos Bolsonaro (PL) 25,34%Esperidião Amin (PP) 15,3%
Sergipe96,39%Rogerio Carvalho (PT) 21,81%Delegado Alessandro (MDB) 17,16%Delegado André David (Rep.) 16,4%
São Paulo94,81%Guilherme Derrite (PP) 30,63%André do Prado (PL) 29,29%Simone Tebet (PSB) 19,2%
Tocantins99,25%Eduardo Gomes (PL) 27,26%Alexandre Guimarães (MDB) 19,15%Eli Borges (Rep.) 16,5%

Fonte: TSE, arquivos por estado, parciais das 20h24. Percentuais sobre votos válidos; cada eleitor vota em dois nomes.

Perguntas que chegam nos comentários

Quantos senadores a direita elegeu em 2026?

Pela parcial das 20h24, candidatos de PL, Republicanos, PP, União e Novo lideram 30 das 54 vagas em disputa. A proclamação oficial é do TSE.

Quantos votos são necessários para o impeachment de um ministro do STF?

54, que são dois terços dos 81 senadores, conforme o artigo 52 da Constituição e a Lei 1.079 de 1950. O julgamento é só no Senado.

A direita tem os 54 votos?

Pela filiação partidária, chega a 49 de 81, somando as cadeiras novas e os 19 senadores eleitos em 2022. Faltam 5, e partido não garante voto.

Quem decide se o pedido de impeachment anda?

O presidente do Senado, que decide se a denúncia segue para a comissão especial. A nova Mesa é eleita em 1º de fevereiro de 2027.

Michelle Bolsonaro foi eleita senadora?

No Distrito Federal, com 100% das seções, ela aparece em primeiro, com 29,05%, e Bia Kicis em segundo, com 27,44%. Falta a proclamação do TSE.

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Fontes desta materia

  1. Tribunal Superior Eleitoral, Resultados, Eleição Ordinária Estadual 2026, Senador, arquivos por unidade da federação, parciais das 20h24 de 4 de outubro de 2026
  2. Constituição Federal, artigo 52, incisos I e II e parágrafo único: competência do Senado para processar e julgar ministros do STF, com condenação por dois terços
  3. Lei 1.079, de 10 de abril de 1950, crimes de responsabilidade e processo de julgamento, artigos 39 a 73
  4. Senado Federal, composição da Casa e mandatos dos senadores eleitos em 2022
  5. Tribunal Superior Eleitoral, Resultado da eleição para senador em 2022