Atualização das 17h20. Lisboa, o maior colégio eleitoral brasileiro no exterior, com 78.833 eleitores, fechou para Lula: mais de 53% dos votos contra cerca de 37% de Flávio Bolsonaro, segundo os boletins de urna reunidos pela Exame. Com isso, dos grandes colégios só faltam os Estados Unidos.
O voto dos brasileiros no exterior virou. Com 661 das 1.282 urnas apuradas, em 54 países, Lula (PT) tem 53,1% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro (PL), 37,2%, segundo a Revista Fórum, com os boletins de urna publicados pelo TSE. De manhã, com só 12 países da Ásia e da Oceania, Flávio tinha 62,6%.
Eu acompanhei a conta hora a hora. Quem viu o número da manhã e o número de agora pode achar que alguém errou. Ninguém errou: cada parcial estava certa na hora em que saiu. O que mudou foi a entrada da Europa.
Como a conta virou ao longo do dia
| Hora | Países | Flávio | Lula | Fonte |
|---|---|---|---|---|
| 9h45 | 12 (Ásia e Oceania) | 62,6% | 24,5% | Jornal Razão |
| 12h55 | 39 | 54,9% | 33,1% | Jornal Razão |
| 16h20 | 54 (661 urnas) | 37,2% | 53,1% | Revista Fórum |
Percentuais sobre votos válidos. Às 12h55, sem o Japão, Lula já tinha 60,4%.

O que fez a conta virar?
A Europa. Alemanha, Espanha, Itália, Reino Unido, Irlanda, Holanda e Áustria fecharam a apuração, todas com vitória de Lula. Na Alemanha, numa parcial de 14 das 62 urnas, ele tinha 73% (3.179 votos a 825). Na Espanha, 7.263 a 3.338. Na Suíça, 5.194 a 4.525. Na Suécia, 1.770 a 505. Na Dinamarca, 1.166 a 195. Somadas, essas urnas pesam mais que o Japão, que deu 24.601 votos a Flávio (71,6%) e sustentava a vantagem dele.
Onde Flávio continua na frente?
No Japão, em Israel (74,4%, o melhor resultado dele em porcentagem), nos Emirados Árabes, no Catar, em Taiwan, na Tailândia, nas Filipinas, na Grécia, em Hong Kong, em Moçambique e na África do Sul. Pela contagem do Jornal Razão às 12h55, eram 12 países para Flávio e 22 para Lula.
O que ainda falta?
Portugal tem 134 mil eleitores, 78.833 só em Lisboa, onde Lula teve mais de 53% contra cerca de 37% de Flávio pelos boletins de urna (Exame, 17h20). No Porto, uma contagem feita pelo PT dá Lula 10.356 a 7.559, segundo o DN Brasil; não é número oficial. Em 2022, Portugal deu 60% a Lula.

Os Estados Unidos têm 358 urnas e são o último lugar que pode diminuir a diferença: lá, Jair Bolsonaro teve 57,9% no primeiro turno de 2022. As urnas americanas fecham no horário local de cada cidade, o que em Brasília significa 18h na costa leste, 21h na costa oeste e perto das 23h no Havaí.
Isso já aconteceu antes?
Sim, em 2022. Jair Bolsonaro liderava o exterior no começo da apuração por causa do Japão, e o resultado final foi Lula 47% e Bolsonaro 41%. O exterior tem 918.876 eleitores aptos, menos de 0,6% dos 158,7 milhões do país. A eleição se decide no Brasil, cuja totalização o TSE começa a divulgar às 17h.
A parcial da manhã, com a tabela de 24 países e os votos de todos os candidatos, está em Voto no exterior: a conta hora a hora. O contraste entre Israel e Palestina está aqui.
Perguntas que chegam nos comentários
Quem está ganhando no exterior?
Na parcial das 16h20 de 4 de outubro de 2026, com 661 das 1.282 urnas, Lula tem 53,1% e Flávio Bolsonaro, 37,2% dos votos válidos. Às 17h20, Lisboa também fechou para Lula (53% a 37%). Faltam os Estados Unidos.
Por que de manhã Flávio estava na frente?
Porque só a Ásia e a Oceania tinham fechado, e o Japão, onde Flávio teve 71,6%, pesava três de cada quatro votos contados. A Europa entrou à tarde e virou a conta.
Flávio ainda pode virar o exterior?
Os Estados Unidos, onde o pai dele teve 57,9% em 2022, são o último grande colégio a entrar. Para zerar uma diferença de 16 pontos, ele precisaria de uma vantagem maior que a de 2022. É difícil.
O voto no exterior decide a eleição?
Não. São 918.876 eleitores aptos no exterior, contra 158,7 milhões no total. O resultado do Brasil começa a sair às 17h de Brasília.







