O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 51.395 denúncias de propaganda eleitoral irregular pelo aplicativo Pardal desde o início da campanha de 2026. Do total, 27% já foram transformadas em processos pela Justiça Eleitoral. O balanço foi divulgado em 28 de setembro, segundo a Agência Brasil.
O Pardal entrou no ar em 16 de agosto, primeiro dia da propaganda, segundo A Crítica. Em cerca de 43 dias, a média passou de mil denúncias por dia.
Onde mais se denuncia?
São Paulo, com folga. O estado sozinho tem uma em cada cinco denúncias do país.
| Estado | Denúncias |
|---|---|
| São Paulo | 10.388 |
| Bahia | 5.969 |
| Minas Gerais | 4.635 |
| Pernambuco | 3.505 |
| Piauí | 172 |
| Roraima | 104 |
| Tocantins | 74 |
Fonte: TSE, via Agência Brasil. Os três últimos são os estados com menos registros.
O que as pessoas mais denunciam?
A rua. Propaganda irregular ou fora do padrão em vias públicas responde por 43,78% das denúncias. Em segundo lugar, com 11,94%, vem a propaganda em propriedade particular, como pintura de muro fora das regras do TSE, segundo a Agência Brasil.
A lista segue com publicidade em bens públicos, irregularidades na internet, em jornais, revistas, rádio e TV, e material gráfico fora dos limites permitidos, segundo O Hoje.
O retrato era outro no começo da campanha. Em 19 de agosto, com 1.207 denúncias, 32% tratavam de impulsionamento de conteúdo e 25% da internet. Cerca de 70% miravam candidatos a deputado federal e estadual, e só 26 envolviam a eleição para presidente, segundo a Gazeta do Povo.
É muito?
Já é mais que uma eleição geral inteira de oito anos atrás. Em 2018, o Pardal fechou com 48.673 denúncias, segundo a Gazeta do Povo. Os números de 2026 passaram desse total antes do 1º turno.
Santinho jogado na calçada, como na foto desta página, tirada em Taguatinga (DF) no 1º turno de 2018, é o tipo de cena que cai na categoria mais denunciada: propaganda em via pública.
Como denunciar pelo Pardal?
O passo a passo, segundo o TechTudo:
- Baixe o Pardal na Google Play (Android) ou na App Store (iPhone).
- Entre com a conta do e-Título ou do Gov.br.
- Descreva o que viu, por texto ou áudio.
- Confira a categoria sugerida e as orientações sobre o que é permitido.
- Anexe foto, vídeo, áudio ou link.
- Envie e guarde o número de protocolo para acompanhar pelo app ou por e-mail.
O nome de quem denuncia fica em sigilo, segundo a Agência Brasil. Os tribunais regionais eleitorais analisam cada caso, segundo A Crítica.
O que não vai pelo Pardal?
Duas coisas têm canal próprio. Desinformação sobre urna e processo eleitoral vai para o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). Acusação de crime eleitoral segue para o Ministério Público Eleitoral, segundo a Gazeta do Povo.
Para saber o que o TSE já considerou infração nesta campanha, leia onde a inteligência artificial passa do limite e os vídeos que Lula e Flávio tiveram de apagar.







