Revista De Castro

Notícias / 26 de setembro de 2026

Eu fui checar

No mesmo dia, o TSE mandou Lula e Flávio apagarem vídeos. Um pelo Alvorada, outro por deepfake

Em 22 de setembro, o presidente do TSE assinou duas decisões provisórias: uma contra o vídeo de Lula gravado no Palácio da Alvorada, outra contra a animação de Flávio feita com inteligência artificial. Eu fui ler as duas e explico qual regra cada campanha quebrou, segundo o ministro.

Publicado
26 de setembro de 2026
Atualizado
26 de setembro de 2026
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Notícias
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2 min
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6 citadas
Arne Müseler / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0 DE
Arne Müseler / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0 DE

Terça-feira, 22 de setembro. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, deu duas decisões provisórias. Cada uma atingiu um dos dois primeiros colocados das pesquisas.

O vídeo de Lula

Lula gravou um vídeo em 3 de setembro, no Palácio da Alvorada, sobre o caso Master. Nele, diz que o povo espera que o presidente do Supremo e o procurador-geral conduzam o caso com integridade, segundo O Tempo. O vídeo foi ao YouTube, Instagram, Facebook e X (CNN).

Flávio Bolsonaro pediu a retirada. A tese: uso de bem público em campanha (O Tempo).

O ministro concordou em caráter provisório. Para ele, o cenário não era neutro. Aparecem ao fundo a bandeira nacional, o estandarte presidencial e outros elementos ligados ao cargo (CNN e SBT News). A resolução do TSE exige ambiente neutro para gravação feita em residência oficial.

A decisão manda:

  • tirar o vídeo do ar em 24 horas;
  • não usar o material no horário eleitoral gratuito;
  • a Presidência, a Secom e o Gabinete de Segurança informarem em 5 dias quem trabalhou na gravação, com quais equipamentos, e se o custo foi da campanha ou do governo (CNN e O Tempo).

Lula e o vice, Geraldo Alckmin, têm 5 dias para se defender (CNN).

O vídeo de Flávio

No mesmo dia, o mesmo ministro mandou Flávio apagar em 24 horas uma animação chamada "Missão: localizar Lulinha". Flávio aparece como piloto de caça procurando Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. O vídeo usa versões alteradas digitalmente de Lula e da primeira-dama, Janja, e associa o filho a supostas irregularidades no INSS (Jornal de Brasília).

O pedido foi da Federação Brasil da Esperança, de PT, PCdoB e PV. O vídeo trazia aviso de que era manipulação digital. Não adiantou. O Jornal de Brasília registrou a frase do ministro: "o aviso sobre manipulação digital não afasta o veto ao uso de deepfake na propaganda eleitoral".

Se o conteúdo voltar, há multa. O Instagram tem de informar ao tribunal se cumpriu a ordem (Brasil em Folhas).

Não foi a primeira

Em 30 de agosto, a ministra Estela Aranha já tinha suspendido uma propaganda de Lula que apresentava um suposto currículo de Flávio. Para ela, a peça podia induzir o eleitor a erro sobre a existência e o significado dos fatos apresentados (Gazeta do Povo).

O que joga contra, e entra

"O TSE está do lado de um deles." No mesmo dia, o mesmo ministro decidiu contra os dois.

"Está decidido." São decisões provisórias. O plenário do TSE ainda vai julgar os dois casos (SBT News e Brasil em Folhas).

A resposta

O TSE mandou Lula e Flávio apagarem vídeos no mesmo dia. O de Lula caiu pelo cenário, com símbolos da Presidência. O de Flávio caiu pela técnica: deepfake é proibido mesmo quando vem com aviso. Os dois casos ainda vão ao plenário.

Fontes desta materia

  1. CNN Brasil, TSE manda Lula tirar do ar vídeo sobre caso Master gravado no Alvorada
  2. SBT News, TSE manda retirar vídeo eleitoral de Lula sobre Master
  3. O Tempo, A pedido de Flávio, TSE determina que Lula remova vídeo sobre caso Master gravado no Alvorada
  4. Jornal de Brasília, TSE manda Flávio Bolsonaro apagar vídeo com IA sobre filho de Lula
  5. Brasil em Folhas, TSE ordena remoção de vídeo com IA de Flávio Bolsonaro
  6. Gazeta do Povo, TSE suspende propaganda de Lula que chama Flávio de funcionário fantasma