Uma mulher foi presa na sexta-feira, 2 de outubro de 2026, no Distrito Industrial, zona Sul de Manaus, com carteiras de identidade falsas que, segundo a Polícia Civil do Amazonas, serviriam para votar mais de uma vez no primeiro turno de amanhã. Ela foi autuada por falsidade ideológica e uso de documento falso no 7º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e ficou à disposição da Justiça, segundo o jornal A Crítica.
Eu fui atrás do que a polícia disse de fato, separado do que ainda é suspeita.
O que a polícia disse?
Que a mulher tinha pelo menos duas Carteiras de Identidade Nacional (CIN) em nomes diferentes. "A idosa pretendia fazer várias carteiras de identidade nacionais com o objetivo de votar em candidatos neste primeiro turno das eleições", disse o delegado Cícero Túlio, titular do 7º DIP, segundo A Crítica. Com os documentos, ela poderia votar em "dois ou três" candidatos.
A descoberta veio pelo balcão. Ela foi ao Instituto de Identificação do Amazonas pedir a segunda via de um documento, o instituto já tinha informação sobre ela e acionou a Polícia Civil, segundo a Vanguarda do Norte. Ela entregou os documentos falsos que carregava e autorizou a busca na própria casa, segundo o Portal Tucumã.

Não era só o voto?
Segundo a polícia, não. A investigação aponta que ela usou uma certidão de nascimento falsa para pedir aposentadoria como produtora rural no INSS, segundo a Vanguarda do Norte e o Portal Tucumã. O Portal do Holanda e o Expresso AM acrescentam que, com as identidades, ela contratou empréstimos em várias agências bancárias da região metropolitana de Manaus.
O delegado também relatou, segundo o Portal do Holanda, que ela admitiu informalmente ter votado mais de uma vez em eleições passadas, com duas identidades. Isso ainda não está em documento: é relato do delegado, e a polícia investiga a identidade real dela e uma possível associação criminosa. A documentação vai para o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas.
A polícia não divulgou o nome nem a idade. Esta matéria não publica os dois, porque não há documento público com esses dados; os veículos a descrevem como idosa.
Que crimes estão em jogo?
| Crime | O que é | Pena |
|---|---|---|
| Falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) | inserir declaração falsa em documento público ou particular | reclusão de 1 a 5 anos, se público, e multa |
| Uso de documento falso | usar documento que se sabe falso | citado pela polícia; pena não detalhada nas fontes |
| Fraude eleitoral | votar mais de uma vez | citada como suspeita; vai ao TRE-AM |
Fonte: A Crítica, Vanguarda do Norte e Wikipédia (texto do art. 299). Ela é investigada e autuada, não condenada.
Dá para votar duas vezes com dois RGs?
Está mais difícil do que já foi, por duas travas.
A primeira é o CPF. A Carteira de Identidade Nacional, criada pelo Decreto 10.977/2022 e emitida desde março de 2022, usa o CPF como número único em todo o país, no lugar dos RGs diferentes de cada estado, segundo a Wikipédia. A Lei 14.534/2023 fixou o CPF como o número de identificação. Uma pessoa, um número.
A segunda é a biometria. O cadastro de digitais começou em 2008, em três cidades, e em 2026 cobre 141,3 milhões de eleitores, 89,01% do eleitorado de 158,8 milhões, segundo a InvestNews (em maio, o TSE falava em 88,78%, segundo a Agência Brasil). Na seção, a urna confere a digital de quem está votando com a do título.

O caso de Manaus mostra o que a trava não cobre: um documento emitido com nome inventado. Foi o pedido de segunda via, num guichê com cadastro cruzado, que fez a história parar.
Perguntas que chegam nos comentários
O que aconteceu em Manaus?
Uma mulher foi presa na sexta (2) no Distrito Industrial com identidades falsas que, segundo a Polícia Civil, serviriam para votar mais de uma vez no primeiro turno. Ela foi autuada por falsidade ideológica e uso de documento falso.
Ela chegou a votar duas vezes?
Não há documento sobre isso. O delegado relatou que ela admitiu informalmente ter votado com duas identidades em eleições passadas; a polícia investiga e o material vai ao TRE-AM.
Como a Justiça Eleitoral impede voto duplo?
Pela biometria, que cobre 89% dos eleitores em 2026, e pela Carteira de Identidade Nacional, que usa o CPF como número único desde 2022.







