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Política / 4 de setembro de 2026

Urgente

Mendonça pede o afastamento de Moraes. Só que a porta do Senado está fechada por 66 pedidos e uma decisão de uma pessoa só

Horas depois de virar alvo, André Mendonça pediu a Edson Fachin o afastamento de Alexandre de Moraes. Eu fui atrás do que ninguém está contando: quantos pedidos já existem contra Moraes, quem trancou a porta, quantos ministros o Brasil já tirou do Supremo em 135 anos, e por que a Alemanha resolveria isso em uma sessão e o Brasil não.

Publicado
4 de setembro de 2026
Atualizado
5 de setembro de 2026
Editoria
Política
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15 min
Fontes
20 citadas
Foto de arquivo, Agência Senado
Foto de arquivo, Agência Senado

Na noite de quinta-feira, 3 de setembro, poucas horas depois de virar alvo de um pedido de investigação, o ministro André Mendonça procurou o presidente do Supremo, Edson Fachin, e pediu o afastamento cautelar de Alexandre de Moraes.

O pedido foi feito de viva voz, com promessa de petição escrita no mesmo dia. E ele fecha um ciclo que o tribunal nunca tinha vivido: dois ministros do Supremo, na mesma semana, pedindo providências formais um contra o outro.

Se você não viu o começo, a primeira parte desta história está aqui: o relatório da Polícia Federal, as mensagens do banqueiro preso, o contrato de R$ 131 milhões e o pedido que Moraes protocolou contra Mendonça.

Esta é a parte dois. E eu vou começar pelo que a cobertura de hoje inteira está deixando passar.

O pedido existe. A porta, não.

A manchete diz que Mendonça pediu o afastamento de Moraes. Está certa. O problema é o que a maior parte das pessoas entende quando lê isso.

O presidente do Supremo não tem botão de tirar ministro do cargo. Ele preside o tribunal, não manda nos outros dez. Não existe no desenho brasileiro um poder unilateral do presidente da Corte para afastar um colega.

E o instrumento que existia no papel está judicialmente contestado. Em dezembro de 2025, nas ADPFs 1259 e 1260, o ministro Gilmar Mendes suspendeu vários artigos da Lei 1.079, de 1950, exatamente na parte que trata do afastamento de ministros do Supremo. O fundamento foi que esses trechos não se encaixam na Constituição de 1988.

Um dos argumentos daquele processo é simples e quase ninguém lembra: ministro do Supremo não tem substituto. O presidente da República tem vice. Ministro do Supremo não tem. Tirar um de circulação deixa uma cadeira vazia e trava o tribunal.

As três portas, com o número certo de cada uma

Existem três caminhos possíveis, e eles são muito diferentes de tamanho.

CaminhoQuem decideQuórumO que acontece de verdade
Sair de processos específicos, por suspeição ou impedimentoO plenário, os 11 ministrosMaioria simplesMoraes sairia de casos determinados. Continua ministro
Perder o cargo, por crime de responsabilidadeO Senado54 dos 81 senadoresPerda do cargo mais 8 anos sem poder ocupar função pública
NadaO tempoNenhumO pedido vira mais uma peça no processo

Aqui já corrijo uma informação que circulou bastante nas últimas horas, inclusive em cobertura grande: a inabilitação não é de cinco anos, é de oito. Quem manda nesse ponto é o parágrafo único do artigo 52 da Constituição, e ele fala em oito anos. A Lei 1.079, de 1950, é anterior e não prevalece sobre a Constituição.

E tem um detalhe nesse mesmo parágrafo que quase ninguém conhece. Quando o Senado julga um ministro do Supremo por crime de responsabilidade, quem preside a sessão do Senado é o presidente do Supremo.

Traduzindo para este caso concreto: se o pedido de Mendonça um dia chegasse ao fim da linha, o Senado julgaria Moraes com Edson Fachin sentado na cadeira da presidência. O mesmo Fachin que agora está recebendo os dois pedidos.

A porta do Senado está fechada. E dá para provar com número.

Esta é a parte que decide se a notícia é grande ou pequena, e é a que ninguém está mostrando.

O caminho do Senado não é novo. Ele já foi tentado dezenas de vezes contra Alexandre de Moraes.

Pedidos de impeachment contra Moraes no Senado, por situação

Protocolados no total66
Ainda na Advocacia do Senado27
Aguardando despacho21
Arquivados ou indeferidos17
Levados a julgamento0

Fonte: levantamentos do Poder360 e da Gazeta do Povo, 2026

Um aviso de honestidade sobre esses números: eles vêm de levantamentos feitos em datas diferentes, e por isso as parcelas não fecham exatamente com o total. O que não muda em nenhum levantamento é a última linha.

Leia ela de novo. Sessenta e seis pedidos protocolados. Zero julgados.

E o motivo não é jurídico. É de uma pessoa só.

Quem decide se um pedido de impeachment contra ministro do Supremo vira processo é o presidente do Senado, sozinho. Se ele não despachar, nada anda. Não existe prazo, não existe recurso, não existe quem obrigue.

Davi Alcolumbre assumiu a presidência do Senado em fevereiro de 2021 e arquivou todos os pedidos contra ministros do Supremo que estavam na Casa. Depois disso, disse publicamente que não vai abrir nenhum enquanto for presidente. O mandato dele vai até 2027.

Ou seja: o único caminho que tira ministro do cargo depende de uma assinatura que ninguém pretende dar. Sobra a primeira porta, a da suspeição em processos específicos. É a única que está de fato aberta, e é bem menor do que a manchete sugere.

Como se pede a saída de um ministro de um processo

Vale saber, porque é o que provavelmente vai acontecer de verdade.

O Regimento Interno do Supremo trata disso nos artigos 277 e 279. O artigo 277 diz que o ministro deve se declarar impedido ou suspeito nos casos previstos em lei. O artigo 279 fixa os prazos para alguém de fora levantar a questão, e diz que, no caso dos demais ministros, isso pode ser feito até o começo do julgamento.

Quem decide não é o ministro acusado nem o presidente da Corte. É o plenário.

Repare no problema: os onze incluem os dois envolvidos e outros nomes que aparecem citados nas mesmas apurações. O tribunal vai ter que julgar a si mesmo. É por isso que este caso não é só mais uma briga.

O Brasil já tirou nove ministros do Supremo. Nenhum pelo Senado.

Fui atrás da história, porque ela responde melhor que qualquer análise.

Em 135 anos de Supremo Tribunal Federal, nove ministros perderam a cadeira contra a própria vontade. Todos em dois episódios, e nenhum deles pelo caminho constitucional.

QuandoComoQuantosQuem mandou
Fevereiro de 1931Decreto 19.771, de 18/2/1931, depois de o Decreto 19.656 reduzir a Corte de 15 para 11 cadeiras6 ministros aposentados à forçaGetúlio Vargas, no governo provisório
Janeiro de 1969Decreto com base no AI-5, de 16/1/19693 ministros aposentados à forçaO governo militar de Costa e Silva

Em 1931 os seis atingidos foram Godofredo Cunha, Muniz Barreto, Pires e Albuquerque, Pedro Mibieli, Pedro dos Santos e Geminiano de França. O motivo apontado pelos historiadores é que eles tinham votado contra aliados de Vargas nos processos das revoltas de 1922 e 1924.

Em 1969 foram Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva. O motivo foi terem concedido habeas corpus a presos políticos. Victor Nunes Leal chegou a ser detido. Outros dois ministros pediram para sair em solidariedade, e as cinco cadeiras não foram repostas: o Ato Institucional 6 fixou o tribunal em onze membros de novo.

Isso não é detalhe de concurso. É o tamanho real da probabilidade de que alguém saia do cargo nesta história.

Como outros países resolvem isso, e por que aqui trava

Essa parte quase não aparece na imprensa brasileira, e é onde a coisa fica interessante.

Na Alemanha, o próprio tribunal se limpa. O parágrafo 105 da lei do Tribunal Constitucional alemão permite que o plenário da Corte abra um procedimento contra um juiz seu e, com dois terços dos membros, suspenda esse juiz do cargo enquanto o caso corre. Se a falta for grave, o tribunal autoriza o presidente da República a demitir. Quem inicia é a própria Corte, não o parlamento.

Se o caso Moraes contra Mendonça fosse na Alemanha, o tribunal teria um botão institucional para apertar, com quórum definido em lei. Aqui não existe nada parecido.

Nos Estados Unidos, é o contrário: cada juiz decide sozinho. A lei federal de suspeição, o título 28, seção 455 do código americano, vale para os juízes da Suprema Corte, mas não existe recurso contra a decisão de um deles. O juiz avalia a si mesmo e ninguém revisa. Não há plenário para julgar o colega.

E o impeachment, por lá, é praticamente lenda. Em toda a história da Suprema Corte americana, um único juiz foi processado: Samuel Chase, em 1805. O julgamento no Senado durou 22 dias e terminou em 1º de março daquele ano com absolvição, porque nenhuma das oito acusações alcançou os dois terços necessários. Depois disso, em 221 anos, nunca mais.

PaísQuem pode afastar um juiz da Suprema CorteJá aconteceu?
AlemanhaO próprio tribunal, por 2/3 dos membrosMecanismo existe e é acionável
Estados UnidosSó o Senado, por impeachment. A suspeição cada juiz decide sozinho1 processo em 1805, absolvido
BrasilSó o Senado, e o pedido depende do despacho do presidente da Casa66 pedidos contra um mesmo ministro, nenhum julgado

A comparação diz uma coisa desconfortável para os dois lados: o Brasil não tem um mecanismo que funcione. Nem o do tipo alemão, que seria interno, nem o do tipo americano, que seria político e raro. Tem um que existe no papel e nunca chega ao fim.

Por que Mendonça virou um alvo desse tamanho

Um detalhe explica a intensidade da disputa: Mendonça não é relator de um caso grande. Ele é relator de dois.

CasoO que apuraTamanho
Compliance ZeroFraudes no Banco MasterRombo estimado entre R$ 40 bi e mais de R$ 50 bi
Sem DescontoDescontos ilegais em benefícios do INSSCerca de R$ 6,3 bi tirados de aposentados entre 2019 e 2024

No caso do INSS, a Polícia Federal já indiciou 48 pessoas, incluindo o operador conhecido como "Careca do INSS". Foi Mendonça quem expediu dezenas de mandados de busca e quem determinou tornozeleira eletrônica para uma deputada federal.

São exatamente os dois processos citados por Moraes no pedido contra ele. Quem controla essas duas relatorias tem a caneta sobre uma parte enorme da classe política brasileira.

O instrumento usado contra ele tem uma biografia, e ela tem dois lados

Moraes não abriu processo novo. Usou o inquérito 4.781, o chamado inquérito das fake news, aberto em março de 2019 para apurar ataques ao tribunal e aos ministros.

O lado que a militância anti-Moraes conta:

  • A relatoria foi definida sem sorteio, com base na Portaria GP 69, de 2019, e no artigo 43 do Regimento Interno.
  • O objeto da investigação é considerado amplo demais, sem delimitação clara.
  • O tribunal acumula os papéis de vítima, investigador e julgador.
  • O inquérito já dura sete anos e foi prorrogado sucessivas vezes, a última delas por mais 180 dias.
  • Em fevereiro de 2026, a OAB enviou ofício a Fachin pedindo o encerramento, e usou uma expressão dura: pediu providências contra os "inquéritos de natureza perpétua".

O lado que a militância pró-Moraes conta, e que é igualmente verdade:

  • Em 18 de junho de 2020, o próprio plenário do Supremo julgou a ADPF 572 e declarou o inquérito constitucional, por 10 votos a 1.
  • O único voto contrário foi o do ministro Marco Aurélio, que entendia que o artigo 43 do Regimento não tinha sido recepcionado pela Constituição de 1988.

Os dois fatos convivem. O inquérito é válido segundo a decisão da própria Corte, e é alvo de um pedido formal de encerramento feito pela OAB há sete meses. Quem só te conta um dos dois está fazendo campanha, não jornalismo.

O que Fachin fez de fato, com data e prazo

Enquanto os dois trocam pedidos, o presidente do Supremo tomou a única medida concreta até agora: abriu um procedimento e mandou quatro autoridades se explicarem.

QuemCargo
Alexandre de MoraesMinistro do STF
André MendonçaMinistro do STF
Paulo GonetProcurador-geral da República
Andrei RodriguesDiretor-geral da Polícia Federal

O prazo é de cinco dias úteis. E aqui vale fazer a conta, porque ela cai num lugar curioso: se a contagem começou na sexta-feira, 4 de setembro, o prazo vence na sexta-feira, 11 de setembro, já descontando o 7 de setembro, que este ano cai numa segunda e é feriado nacional.

Os cinco pontos que Fachin quer esclarecer são mais amplos do que a briga pessoal:

  1. Se a Polícia Federal investigou de forma irregular pessoas com foro no Supremo.
  2. Se houve uso indevido de credenciais institucionais para acessar documentos privados.
  3. Se informações sob segredo foram repassadas a investigados.
  4. Como saiu a ordem que mandou identificar as pessoas com foro citadas no material.
  5. Que controle externo as autoridades exerceram.

E tem uma decisão de agenda que diz muito: Fachin adiou para a segunda quinzena de setembro a sessão do plenário que vai analisar o caso. Ele não quer decidir sozinho, e também não quer decidir rápido.

O tamanho da plateia, em número

Uma medida indireta de como isso saiu do mundo jurídico e virou assunto de país.

Espectadores simultâneos da TV Justiça no YouTube

Sessão de 2 de setembro de 20266300
Média de uma sessão comum700

Fonte: levantamento do jornal O Tempo, setembro de 2026

Foi o maior pico de 2026. Nove vezes a audiência normal, para assistir dois ministros sentados lado a lado sem falar do assunto.

O termômetro anterior era de 2009, e durava 13 minutos

Para você medir o tamanho: até esta semana, a briga mais famosa da história recente do Supremo era o bate-boca entre Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, em 22 de abril de 2009.

Durou 13 minutos, das 17h40 às 17h53. Foi troca de palavras em sessão pública, terminou com nota de apoio assinada por oito ministros e com a sessão do dia seguinte cancelada.

Foram palavras. Agora são petições protocoladas, pedido de investigação, pedido de afastamento e prazo aberto pela presidência da Corte. A diferença entre 2009 e 2026 não é de temperatura. É de instrumento.

Ele não é o único pedindo o afastamento de Moraes

O pedido de Mendonça não caiu no vácuo. Nos dias anteriores, uma associação de advogados protocolou pedido de afastamento cautelar de Moraes, e um senador enviou requerimento no mesmo sentido a Fachin.

Isso não torna o pedido mais forte na lei. Mostra que existe um movimento em curso, e que a decisão de Fachin não vai ser lida como episódio isolado entre dois desafetos.

Perguntas que chegam nos comentários

Mendonça pediu o afastamento de Moraes?

Sim. Na noite de 3 de setembro de 2026, de viva voz, ao presidente do STF, Edson Fachin, com promessa de petição escrita. Horas antes, Moraes tinha pedido a investigação de Mendonça.

O presidente do STF pode afastar um ministro?

Não. Não existe poder unilateral do presidente da Corte para isso. O plenário pode afastar um ministro de processos específicos, por suspeição. Tirar do cargo só o Senado, com 54 votos.

Quantos pedidos de impeachment existem contra Moraes?

66 protocolados no Senado, segundo os levantamentos mais amplos, e nenhum levado a julgamento. Todos dependem do despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que diz que não abre nenhum.

Algum ministro do STF já foi tirado do cargo pelo Senado?

Nunca. Em 135 anos, nove ministros saíram à força, seis em 1931 e três em 1969, todos por decreto em períodos autoritários.

Qual é a pena para ministro do STF por crime de responsabilidade?

Perda do cargo e oito anos de inabilitação para função pública, pelo parágrafo único do artigo 52 da Constituição. Não há prisão nesse rito.

Quando o STF vai decidir o caso?

Fachin deu cinco dias úteis, com prazo por volta de 11 de setembro, e adiou a sessão do plenário para a segunda quinzena de setembro.

O que vem agora, com data

  1. A petição escrita de Mendonça. É ela que vai dizer se o pedido é de saída do cargo ou apenas dos processos. Enquanto não sair na íntegra, esta reportagem não afirma nem uma coisa nem outra.
  2. As quatro manifestações cobradas por Fachin, com prazo que vence por volta de 11 de setembro.
  3. A sessão do plenário, adiada para a segunda quinzena de setembro. O que importa ali é se será pública ou reservada.

A régua que vale para os dois

Suspeita é o que cada lado alega. Prova é o que um julgamento confirma, com direito a defesa.

Nada aqui é condenação, nem contra Moraes, nem contra Mendonça. Os dois estão acusando e os dois estão sendo acusados. O que existe até agora são pedidos, alegações e um prazo.

Eu volto a cada passo, com fonte.

Fontes desta materia

  1. O Antagonista, pedido de afastamento cautelar feito por Mendonça a Fachin
  2. Poder360, íntegra da decisão em que Moraes pede investigação de Mendonça
  3. Revista Fórum, prazo de cinco dias úteis aberto por Fachin para quatro autoridades
  4. Poder360, Fachin adia para a segunda quinzena de setembro a sessão do plenário
  5. Metrópoles, os cinco pontos que Fachin mandou esclarecer
  6. Poder360, levantamento dos pedidos de impeachment contra Moraes no Senado
  7. Gazeta do Povo, apoio de senadores e o arquivamento dos pedidos pela presidência do Senado
  8. Constituição Federal, artigo 52 e parágrafo único, no acervo do STF
  9. STF Notícias, plenário conclui julgamento sobre a validade do inquérito das fake news
  10. Migalhas, OAB envia ofício a Fachin pedindo o fim do inquérito das fake news
  11. Migalhas, Gilmar Mendes suspende trechos da Lei do Impeachment sobre afastamento de ministro
  12. STF Notícias, ato de repúdio às aposentadorias compulsórias de 1969
  13. ConJur, o parecer de 1931 e a reorganização do Supremo por decreto
  14. Lei do Tribunal Constitucional alemão, parágrafo 105, versão oficial em inglês
  15. Federal Judicial Center, o julgamento de Samuel Chase no Senado americano em 1805
  16. O Tempo, audiência recorde da TV Justiça no YouTube durante a sessão de 2 de setembro
  17. Jornal do Brasil, pedido de 17 deputados para tirar Mendonça da relatoria do caso Master
  18. Migalhas, André Mendonça como relator do inquérito das fraudes do INSS
  19. Agência Brasil, indiciamento de 48 pessoas na Operação Sem Desconto
  20. Intercept Brasil, áudios sobre o financiamento do filme