O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, ergueu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida na manhã de segunda-feira, 28 de setembro de 2026, numa caminhada de campanha no Brás, em São Paulo. A imagem foi entregue a ele por uma apoiadora, segundo a Agência O Globo. Horas depois, no Mercado Municipal, ele agradeceu à CNBB pela nota que chamou o boato da padroeira de mentira.
Eu fui ler cinco coberturas do mesmo dia, de agências diferentes, para separar o que ele disse na segunda do que tinha dito na sexta e no domingo.
O que aconteceu no Brás?
Flávio chegou ao bairro, o maior polo de comércio popular da capital, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), segundo a Folhapress. Recebeu a imagem das mãos de quem estava no ato. Ele e Tarcísio levantaram a santa juntos, diante dos apoiadores, e a cena foi gravada em vídeo.
Antes da chegada da comitiva, um carro de som pegou fogo. Os próprios participantes apagaram a fumaça com extintores e o veículo foi retirado. Ninguém se feriu, registrou a Folhapress. Segundo o jornal A Tarde, o percurso a pé pelas lojas acabou cancelado depois do incidente.
O que ele disse no Mercadão?
No Mercado Municipal, falando a jornalistas, Flávio agradeceu aos bispos. "Agradeço à CNBB por confirmar que isso é uma grande fake news, potencializada pelo PT. Foi compartilhada pela Janja, pela Simone Tebet aqui em São Paulo e toda a esquerda por tentar me desgastar", disse, segundo a Folhapress.
À Crusoé, completou: "Eu estava esperando a nota da CNBB e saiu hoje. Foi muito boa a nota dela, esclarecedora, porque confirma que essa questão de Nossa Senhora Aparecida deixar de ser a padroeira do Brasil é uma grande mentira, é a maior fake news dessa campanha."

No mesmo dia, em entrevista ao podcast católico SantoFlow, ele lembrou a família: "Meu vice, Alfredo Gaspar, é católico fervoroso. Meu pai também é católico." E acrescentou: "Se eu tivesse algum preconceito, não teria escolhido um vice católico" (Estadão Conteúdo, via O Povo). Flávio é evangélico e frequenta a Igreja Batista.
Por que o gesto pesou?
Por causa do domingo. Em 27 de setembro, em Goiânia, Flávio tinha dito que o PT "estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB" (Metrópoles). A entidade respondeu no mesmo dia, por escrito: não produziu nem divulgou informação falsa, e "a mentira não se combate com outra mentira".
Na segunda, ele leu a nota pelo lado que interessa ao eleitor católico: os bispos confirmaram que a história da padroeira era falsa. O Metrópoles chamou o movimento de recuo. Na minha opinião, foi o gesto certo. No coração do comércio popular de São Paulo, um candidato evangélico levantou a padroeira do Brasil e trocou a briga com a CNBB por um agradecimento.

Onde essa história começou?
Começou numa quinta-feira, 24 de setembro, com um comentário de TV que virou boato nas redes. A revista contou quem é o autor real do projeto de 2007, como o TSE mandou apagar as postagens, o que é fato na briga com a CNBB e a frase da facada, dita no mesmo podcast.
O Brás fechou a semana com outra imagem: a santa no alto, nas mãos de um candidato evangélico.
Perguntas que chegam nos comentários
Quando Flávio Bolsonaro ergueu a imagem de Nossa Senhora?
Na manhã de segunda-feira, 28 de setembro de 2026, numa caminhada no Brás, em São Paulo, segundo a Folhapress.
Quem deu a imagem a Flávio?
Uma apoiadora que estava no ato, segundo a Agência O Globo. A Folhapress fala em "um apoiador".
O que Flávio disse sobre a CNBB?
No Mercadão, agradeceu à entidade "por confirmar que isso é uma grande fake news, potencializada pelo PT", segundo a Folhapress.







