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Notícias / 8 de outubro de 2026

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É verdade que Bolsonaro pode ser solto antes da eleição? O que o ministro Nunes Marques respondeu

Existe um pedido no STF para anular a condenação de Jair Bolsonaro. O relator foi indicado por ele. Um jornal disse que a soltura podia sair por decisão de um ministro só. No dia seguinte, o gabinete respondeu: nada antes do dia 25, e quem decide são os 11.

Publicado
8 de outubro de 2026
Atualizado
8 de outubro de 2026
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Notícias
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Jair Bolsonaro em entrevista coletiva no Senado, em 2025. Foto: Senado Federal, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
Jair Bolsonaro em entrevista coletiva no Senado, em 2025. Foto: Senado Federal, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Não. Antes do dia 25 de outubro, nada é decidido. Quem disse isso foi o próprio ministro que cuida do caso, em nota do gabinete, na quarta-feira, 7 de outubro.

O boato de que Jair Bolsonaro seria solto "a qualquer momento" correu o país nesta semana. Ele tem um fato por trás e tem um exagero. Eu separo um do outro abaixo.

27 anos e 3 mesesPena de Jair Bolsonarocumprida em casa desde março
25 de setembroData do pedido da defesarevisão criminal no STF
11Ministros que vão decidiro plenário inteiro

Fontes: Gazeta do Povo, Metrópoles e STF.

O fato: existe um pedido no STF

No dia 25 de setembro, a defesa de Jair Bolsonaro entrou no Supremo Tribunal Federal com uma revisão criminal. É o nome do pedido para o tribunal olhar de novo um processo que já terminou.

O objetivo é anular a condenação de 27 anos e 3 meses. Um primeiro pedido tinha sido apresentado em maio. Em 24 de setembro, a defesa desistiu da liminar daquele processo e, no dia seguinte, protocolou o novo.

O que a defesa alega

  • Falha na guarda das provas digitais. Um parecer técnico apresentado pela defesa aponta problemas na forma como celulares e arquivos foram guardados.
  • Falta de acesso ao material completo. Os advogados dizem que não viram a íntegra do que foi usado contra ele.
  • Julgamento no lugar errado. O caso foi julgado pela Primeira Turma, com cinco ministros. A defesa sustenta que deveria ter ido ao plenário.
  • Suspeição do relator original. O pedido questiona a atuação do ministro Alexandre de Moraes no processo.

Ministro Nunes Marques no plenário do STF, em 2026. Foto: Rosinei Coutinho/STF, via Wikimedia Commons

Quem é o relator

O relator da revisão é o ministro Kassio Nunes Marques. Foi Jair Bolsonaro quem o indicou para o STF, em 2020.

Esse detalhe explica o alarme. No dia 6 de outubro, o jornal O Tempo reproduziu reportagem da Folha de S.Paulo: o ministro avaliaria soltar Bolsonaro por liminar, sozinho, logo depois do segundo turno, e veria "exageros" na condução do caso.

A resposta do ministro

No dia seguinte, o gabinete divulgou uma nota. As duas frases que importam:

"O ministro Kassio Nunes Marques tem afirmado que não vai analisar o caso antes da eleição por considerar que isso pode interferir no processo eleitoral."

"Quando estiver pronto para julgamento, o ministro pretende levar ao plenário, que é o órgão competente."

Ou seja: nada antes do dia 25, e nada por decisão de um ministro só.

Plenário do STF, em setembro de 2025. Foto: Ricardo Stuckert/PR, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O que ainda falta

Dois passos, nesta ordem:

  1. O parecer da Procuradoria-Geral da República. O processo está parado à espera dele.
  2. A data. Depois que o relator liberar o caso, quem marca o julgamento é o presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Só então os 11 ministros votam.

Sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Foto: Luis Dantas, via Wikimedia Commons, domínio público

Um detalhe que o boato esquece

Jair Bolsonaro já não está em presídio. Desde março de 2026 ele cumpre a pena em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que citou o quadro de saúde dele. A medida foi mantida depois.

O que a revisão criminal discute é a condenação inteira. Se o plenário anular, cai a pena. Se negar, tudo fica como está.

O que joga contra a leitura otimista

Para quem torce pela anulação, três cuidados:

  • Revisão criminal raramente derruba condenação. É um recurso de exceção, e o tribunal que vai julgar é o mesmo que condenou.
  • A condenação na Primeira Turma foi por 4 a 1. No plenário entram outros seis ministros, e ninguém sabe como votam.
  • "Depois do segundo turno" pode ser muito depois. O gabinete não deu data, e a pauta depende do presidente do tribunal.

A minha leitura

Esta parte é opinião. Na esquerda, teve gente gritando que a soltura ia interferir na eleição. O ministro pensou a mesma coisa, e por isso disse não. O detalhe é que ele foi indicado por Bolsonaro e segurou o caso assim mesmo. A lei foi na frente do lado.

Se chegar no seu celular que ele sai antes da eleição, não repasse. Notícia falsa atrapalha quem você quer ajudar.

A linha do tempo

DataO que aconteceu
Maio de 2026Defesa apresenta a primeira revisão criminal
24 de setembroDefesa desiste da liminar do primeiro pedido
25 de setembroNova revisão criminal é protocolada
6 de outubroJornal noticia que o relator avaliava liminar
7 de outubroGabinete diz que não analisa antes da eleição e que leva ao plenário
25 de outubroSegundo turno

Enquanto o tribunal não decide, o que está na mesa do eleitor é o plano de governo de Flávio Bolsonaro. Eu li as 76 páginas e expliquei capítulo por capítulo, com o PDF oficial no fim.

Perguntas que chegam nos comentários

Bolsonaro pode ser solto antes do segundo turno?

Não. O gabinete do ministro Nunes Marques informou em 7 de outubro de 2026 que ele não vai analisar o caso antes da eleição.

O que é revisão criminal?

É o pedido para o tribunal reexaminar um processo que já terminou. A defesa de Bolsonaro apresentou o dela em 25 de setembro de 2026.

Quem vai decidir?

O plenário do STF, com os 11 ministros. O relator disse que não decide sozinho.

O que falta para o julgamento?

O parecer da Procuradoria-Geral da República e a marcação da data pelo presidente do STF, Edson Fachin.

Bolsonaro está preso onde?

Em casa. Ele cumpre a pena em prisão domiciliar desde março de 2026, com tornozeleira eletrônica.

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Fontes desta materia

  1. Metrópoles, Kassio diz que revisão criminal de Bolsonaro será após eleição, em plenário, 7 de outubro de 2026
  2. Gazeta do Povo, Nunes Marques não analisará revisão criminal de Bolsonaro antes do 2º turno
  3. O Tempo, Nunes Marques avalia libertar Jair Bolsonaro com uma liminar, diz jornal, 6 de outubro de 2026
  4. ND Mais, Nunes Marques descarta liminar e diz que só analisará soltura de Bolsonaro após o segundo turno
  5. Observador, STF não solta Bolsonaro antes da segunda volta, 7 de outubro de 2026
  6. Poder360, Nunes Marques deve liberar revisão criminal de Bolsonaro após 2º turno
  7. Supremo Tribunal Federal, STF mantém ex-presidente Bolsonaro em prisão domiciliar
  8. Agência Brasil, Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro, março de 2026
  9. CNN Brasil, Kassio vai relatar novo pedido para anular condenação de Bolsonaro