China e Estados Unidos vão reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias, US$ 30 bilhões de cada lado, e criaram um canal de comunicação para incidentes com inteligência artificial. O acordo foi anunciado no domingo, 27 de setembro de 2026, pelo representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e pelo Ministério do Comércio da China, segundo a Reuters, reproduzida pelo InfoMoney.
De onde saiu o acordo?
Da segunda cúpula do ano entre Donald Trump e Xi Jinping, em Washington, encerrada na sexta-feira, 25 de setembro, segundo o Jornal de Brasília. A recepção a Xi em Washington está contada em Trump estendeu 30 metros de tapete vermelho para Xi.
O que muda nas tarifas?
Cada país indicou US$ 30 bilhões em bens considerados não sensíveis para receber tarifa menor.
| Quem baixa a tarifa | Sobre o quê |
|---|---|
| China, sobre produtos dos EUA | milho, trigo, sorgo, carne, laticínios, óleos vegetais, farinhas, peixes, frutos do mar, madeira, cosméticos, equipamentos médicos |
| EUA, sobre produtos da China | cafeteiras, torradeiras, louças, cobertores, roupa de cama, brinquedos, fogos de artifício, flores artificiais, enfeites de Natal, cadeirinhas infantis para carro |
A soja ficou fora da lista chinesa. Gás natural e petróleo também, segundo a CNN Brasil.
Os outros números
- US$ 17 bilhões: compromisso chinês de compras agrícolas dos EUA, mantido (Agência Brasil).
- 10 milhões de toneladas por ano de carvão americano em 2027 e 2028, cerca de 2% das importações anuais de carvão da China (CNN Brasil).
- Cerca de 30% das exportações americanas para a China ganham acesso melhor ao mercado, segundo a CNN Brasil.
- 10 de janeiro: nova data de fim da trégua comercial, prorrogada por dois meses. O prazo anterior vencia em 10 de novembro (Jornal de Brasília).
E a inteligência artificial?
Os dois governos concordaram em manter um canal de comunicação para incidentes com IA e marcaram um diálogo de acompanhamento até o fim de novembro, segundo a Agência Brasil. As reportagens não detalham que tipo de incidente será tratado nesse canal.
O acordo também cria um grupo de trabalho sobre agricultura, com primeira reunião antes do fim do ano, e mantém conversas sobre o aumento de voos diretos entre os dois países.
O que muda para o Brasil?
Os textos da Reuters não mencionam o Brasil. O efeito aparece no mercado de grãos. O site Agrimidia, especializado em agronegócio, escreveu nesta segunda, 28, que a redução de tarifas "altera a competitividade relativa dos grãos originados na América do Norte frente aos seus principais concorrentes sul-americanos". Milho e carne, que o Brasil também vende à China, estão na lista de produtos americanos com tarifa menor.
A soja, principal produto brasileiro vendido à China, ficou de fora desta rodada. Em novembro de 2025, na trégua anterior, a China se comprometeu a comprar pelo menos 25 milhões de toneladas de soja americana por ano, e importadores chineses aumentaram compras de soja brasileira quando o preço no Brasil caiu, segundo a Trading Economics.
Na segunda-feira, a bolsa chinesa caiu: o índice CSI300 recuou mais de 2%, segundo a CNN Brasil.








