A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, pediu a prisão preventiva de George Marques da Silva e Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). O motivo: repostagens dele no X sobre o boato de que Flávio queria tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A Secom respondeu no sábado, 26 de setembro de 2026, que o servidor agiu em perfil pessoal e chamou o pedido de "injusto e arbitrário".
O que foi repostado?
Segundo a Gazeta Brasil e o Diário do País, George Marques compartilhou uma mensagem que pedia às pessoas que parassem de divulgar a retratação e continuassem espalhando a versão de que a santa tinha sido atacada. O boato já tinha sido corrigido e levado ao TSE, que mandou apagar as publicações. A cronologia está em O boato da padroeira passou na GloboNews.
Eu não reproduzo o texto da mensagem, porque ele repete o conteúdo que a Justiça Eleitoral mandou remover.
O que a defesa de Flávio pede?
| Pedido | Fonte |
|---|---|
| Prisão preventiva do servidor | todas as consultadas |
| Busca e apreensão | Gazeta Brasil, Diário do País, ContraFatos |
| Preservação do conteúdo da conta no X, inclusive posts apagados | Gazeta Brasil, Diário do País |
Os crimes apontados na peça, segundo a Gazeta Brasil e o Diário do País: divulgação de fatos sabidamente inverídicos em campanha, incitação ao crime e associação criminosa. O Diário do País informa que assinam o pedido os advogados Tracy Reinaldet, Matteus Macedo e Leonardo Castegnaro.
George Marques não é réu nem investigado formalmente. Há um pedido, e ninguém decidiu sobre ele até a publicação desta nota, segundo o Diário Carioca.
Onde o pedido foi feito?
Aqui as fontes divergem. Jornal de Brasília, Diário da Região e ContraFatos dizem que a representação foi ao Ministério Público Eleitoral. Gazeta Brasil e Diário do País falam em plantão da Justiça Eleitoral. A data também varia: o Jornal de Brasília diz sexta-feira, 25 de setembro; os demais, sábado, 26.
O que diz o governo?
A Secom mandou nota à imprensa no sábado. Os trechos, reproduzidos pelo Brasil 247:
- "As alegações formuladas pelo candidato Flávio Bolsonaro não procedem."
- "Causa especial estranheza e indignação o pedido injusto e arbitrário de prisão de um cidadão brasileiro"
- A manifestação "ocorreu em caráter estritamente pessoal, por meio de perfil particular, fora do horário de expediente", e com equipamento próprio, segundo a Gazeta Brasil.
- "O Governo Federal reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e de religião de todos os brasileiros" e "manifesta repúdio e profunda preocupação com o patrulhamento e a censura impostos à população nesse episódio".
A nota não diz se o servidor continua no cargo, e eu não encontrei essa informação em nenhuma das reportagens.
Perguntas sobre o caso
Quem é o servidor da Secom?
George Marques da Silva e Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
O servidor foi preso?
Não. Há um pedido de prisão preventiva feito pela defesa de Flávio Bolsonaro, sem decisão até a publicação desta nota.
O que a Secom alega?
Que ele repostou em perfil pessoal, fora do expediente e com equipamento próprio, e que o pedido de prisão é injusto e arbitrário.
Quais crimes a defesa de Flávio aponta?
Divulgação de fatos sabidamente inverídicos em campanha, incitação ao crime e associação criminosa.








