Isabelle Caracristi, estudante de Direito de 22 anos, morreu na noite de 13 de setembro de 2026 em Fortaleza. A perícia aponta queda voluntária do rooftop do condomínio onde ela morava. O ex-namorado, João Munhoz Neto, está preso preventivamente desde 22 de setembro e é investigado. Ele não foi denunciado nem condenado.
O que aconteceu em 13 de setembro?
Isabelle morava com o namorado e a família dele no condomínio La Piazza, no bairro Aldeota. Segundo o Terra, as câmeras registram esta sequência:
| Horário | Registro |
|---|---|
| 18h32 | O namorado sai do prédio |
| 19h00 | Isabelle manda mensagens carinhosas à mãe (CNN Brasil) |
| 19h12 | Isabelle vai sozinha ao rooftop, no 23º andar |
| 20h40 | Hora estimada da queda |
| 22h48 | O namorado volta ao prédio |
A mãe, a professora universitária Isorlanda Caracristi, contou à CNN Brasil que recebeu a mensagem "Mãe, te amo" e que soube da morte pela administração do prédio, e não pelas autoridades.
O que a perícia já concluiu?
O laudo apontou politraumatismo, com lesões compatíveis com impacto contra o solo. O exame toxicológico deu negativo. Até 22 de setembro, a Perícia Forense do Ceará tinha produzido dez laudos, e outros três estavam em conclusão, segundo o Diário do Nordeste.
Em 23 de setembro, o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez, disse ao Metrópoles: "Temos a informação técnica que aponta realmente para um suicídio, para uma precipitação voluntária, mas nada é descartado."
Por que o ex-namorado está preso?
A prisão preventiva foi decretada pela juíza Fabrícia Ferreira de Freitas, da 2ª Vara do Júri de Fortaleza. Segundo o O Povo, a investigação apura induzimento ao suicídio (artigo 122 do Código Penal) e violência psicológica (artigo 147-B). O Metrópoles cita também obstrução de prova.
Entre os fundamentos listados pelo O Povo estão a saída da família do apartamento cerca de cinco horas depois da morte, a demora em procurar a delegacia, mensagens com relatos de sofrimento emocional e um áudio de 16 minutos em que Isabelle diria estar ameaçada. Nada disso foi julgado.
A defesa de João sustenta a tese da perícia. Ao Diário do Nordeste, a advogada dele disse: "Foi suicídio. O que ele tem a ver com isso?"
O que ainda falta esclarecer?
- A análise completa dos celulares e das imagens de câmeras, ainda em curso.
- O conteúdo dos três laudos que faltavam em 22 de setembro.
- Se a polícia vai indiciar João, e por quais crimes. O inquérito não foi concluído.
- Se o Ministério Público vai oferecer denúncia. Até agora, não há.
A idade do investigado diverge: 34 anos para Diário do Nordeste e Metrópoles, 33 para a CNN Brasil.
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