Domingo, 11 de outubro, a campanha do Lula fez o ato "Marcha pela Democracia" na Avenida Paulista. Na dispersão, manifestantes subiram no teto de vidro da estação Trianon-Masp, picharam "Viva a Revolução", quebraram vidros do Metrô e rasgaram uma bandeira dos Estados Unidos. Até esta terça-feira, 13, ninguém foi preso, nenhum nome foi divulgado e o Lula não falou nada sobre a quebradeira. Em 2020, nos Estados Unidos, também começou como protesto. Terminou com cidade em chamas.
Fontes: Metrô, via Metrópoles; SSP-SP; Axios e Property Claim Services.
Baixe o Dossiê da Paulista
Preparei um PDF de seis páginas para você mandar no grupo da família: o que foi confirmado, hora por hora e com a fonte de cada linha; o que diz a lei sobre pichar e quebrar patrimônio público; a régua da Débora; os números dos Estados Unidos em 2020; e uma página com o que não foi confirmado, para ninguém cair em armadilha.

O que foi confirmado na Paulista
- Pichação e gente no teto do metrô. Vídeos da CNN Brasil mostram pessoas sobre a cobertura de vidro da estação Trianon-Masp, algumas de rosto coberto, e a pichação "Viva a Revolução".
- Depredação. A Secretaria da Segurança Pública confirmou, em nota no domingo à noite, "tumulto, pichações e depredação" durante a dispersão.
- Vidros quebrados. Na segunda, o Metrô confirmou placas de vidro danificadas nos acessos da Linha 2-Verde (cinco, segundo Metrópoles e Revista Oeste; oito, segundo a CNN), pichação e adesivos em paredes, corrimãos, escadas rolantes e dentro de um trem. A companhia registrou boletim de ocorrência e vai entregar as imagens à polícia.
- Bandeira dos Estados Unidos rasgada, segundo o Metrópoles.
- Limpeza. A Prefeitura mandou pelo menos três caminhões para apagar pichações e recolher lixo perto da Trianon-Masp (CNN Brasil).
- Investigação. A SSP diz que a Polícia Civil vai analisar as câmeras do sistema Muralha Paulista e do Metrô.
O que o Lula disse
No palco, segundo o Metrópoles, o Lula disse: "Esse país não pode perder a democracia por pior que ela seja." Sobre os vidros quebrados e a pichação, até a publicação desta matéria, nem ele nem a campanha comentaram.
Nos Estados Unidos, em 2020
Em 25 de maio de 2020, George Floyd morreu durante uma abordagem policial em Minneapolis. Vieram os protestos, muitos deles pacíficos. Os que não foram deixaram este rastro:

- 28 de maio: a multidão cercou a delegacia da 3ª Região, em Minneapolis. O prefeito mandou esvaziar o prédio, e ele foi incendiado.
- Minneapolis e Saint Paul: cerca de US$ 500 milhões de prejuízo e 1.500 imóveis atingidos; quase 100 destruídos por completo, segundo o levantamento das cidades em junho.
- No país inteiro: o prejuízo coberto por seguro passou de US$ 1 bilhão e pode ter chegado a US$ 2 bilhões, o maior da história dos seguros em distúrbios civis nos EUA (Axios e Property Claim Services).
- Mortes: David Dorn, 77 anos, capitão aposentado da polícia de St. Louis, foi morto a tiro por saqueadores ao proteger a loja de um amigo, em 2 de junho (NBC News).

A régua da Débora
A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos escreveu com batom na estátua da Justiça no 8 de janeiro. A 1ª Turma do Supremo a condenou a 14 anos, por cinco crimes, entre eles golpe de Estado. Pichar é crime pela Lei 9.605, artigo 65 (detenção de 3 meses a 1 ano); quebrar patrimônio público é dano qualificado pelo Código Penal, artigo 163 (6 meses a 3 anos). Na Paulista, até agora, ninguém responde por nada. Contei essa comparação inteira em 14 anos x ninguém preso.
Duas cobranças
Ao Lula: o senhor fala em democracia no palco. Condene a quebradeira em público.
Ao ministro Alexandre de Moraes: a régua que valeu para a Débora vale para quem quebrou o metrô no ato do Lula?
Minha opinião
Nos Estados Unidos também disseram que era só protesto. Quem limpou a Lake Street depois foi o morador, o trabalhador. O que não é punido hoje vira costume amanhã. Acorda, Brasil: a resposta é no voto, dia 25 de outubro, e na rua sem quebrar nada. Quem é de direita não precisa pichar parede para ser ouvido.
Perguntas que chegam nos comentários
O que aconteceu no ato do Lula na Paulista?
Na dispersão do ato de 11/10/2026, manifestantes picharam e subiram no teto de vidro da estação Trianon-Masp, quebraram vidros do Metrô e rasgaram uma bandeira dos EUA. A SSP confirmou "tumulto, pichações e depredação".
Alguém foi preso?
Até 13/10/2026, não. A Polícia Civil diz que vai analisar as câmeras do Muralha Paulista e do Metrô.
O Lula condenou?
Até a publicação desta matéria, nem o Lula nem a campanha comentaram o vandalismo.
É verdade que usaram droga no ato?
Não há confirmação. Um vídeo de uma jovem usando droga que circulou como se fosse da Paulista foi gravado no Chile, um dia antes. Não espalhe.
Como recebo o dossiê?
Ele está nesta página, em PDF, na seção "Baixe o Dossiê da Paulista". No Instagram, comenta ACORDA25 que eu te mando o link no direct.







