A Justiça da Itália marcou para quinta-feira, 29 de outubro de 2026, o novo julgamento do pedido do Brasil para extraditar a ex-deputada Carla Zambelli. Quem decide é a Corte de Apelação de Roma, segundo o Italianismo. A data foi divulgada no sábado, 10 de outubro, por SBT News e O Tempo. Zambelli está em liberdade na Itália desde maio.
Por que vai haver novo julgamento?
Porque a decisão anterior caiu. Em abril de 2026, a Corte de Apelação de Roma tinha autorizado a entrega. Em 1º de julho, a Corte de Cassação, a mais alta da Itália, anulou essa decisão e mandou o caso ser analisado de novo, segundo o Italianismo e o SBT News. O Tempo registra que, para a Cassação, o governo brasileiro não mostrou garantias suficientes de atendimento médico a ela no Brasil.
São dois pedidos. O que já foi decidido?
| Caso no Brasil | Pena | Situação na Itália |
|---|---|---|
| Sistema do Conselho Nacional de Justiça | 10 anos | negado em maio de 2026 pela Cassação, que pôs em dúvida a imparcialidade do julgamento e citou o papel de Moraes |
| Episódio da arma em São Paulo, em 2022 | 5 anos e 3 meses | anulado em julho; volta a julgamento em 29 de outubro |
Dados do Italianismo e do SBT News. A Cassação encerrou o primeiro pedido, mas a sentença do STF continua valendo no Brasil.
Zambelli passou cerca de dez meses presa em Roma antes de ser solta em maio, segundo o Italianismo.
O que diz a defesa?
O advogado Eduardo Maurício falou à Jovem Pan no sábado, 10 de outubro:
"Extraditar para o Brasil hoje é o mesmo que entregá-la à morte."
Ele diz que a ex-deputada tem problemas de saúde e que não teria tratamento adequado no Brasil. A defesa teme que ela seja levada à Colmeia, o presídio feminino do Distrito Federal, que, segundo o advogado, não atende às necessidades médicas dela.
Ao SBT News, Maurício disse que o segundo pedido "também deve ser negado", pelo mesmo motivo do primeiro: falta de garantias no processo. Ele chama as condenações de abusivas e diz que há perseguição política.
E no Brasil?
A defesa prepara duas revisões criminais no STF e dois pedidos para tirar o nome de Zambelli da lista da Interpol, segundo o SBT News. À Jovem Pan, o advogado resumiu: "Estamos entrando com uma revisão criminal para que seja revisada a ação."
Zambelli diz ter dupla cidadania, brasileira e italiana, argumento que os advogados usam para pedir que ela fique na Europa, segundo O Tempo.
Minha opinião
Esta parte é opinião minha, Thiago de Castro.
A mais alta corte da Itália já duvidou da imparcialidade de um julgamento brasileiro e já pediu garantias que o Brasil não deu. Quando um país europeu precisa perguntar se uma presa vai sobreviver à cadeia, a pergunta diz mais sobre o sistema do que sobre ela.







