No sábado, 10 de outubro de 2026, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral, deu 48 horas para a Meta, dona do Instagram e do Facebook, provar que trata Lula e Flávio Bolsonaro de forma igual. O pedido é da coligação de Lula, que acusa a plataforma de "seletividade algorítmica", ou seja, de entregar menos os posts do presidente. A Meta respondeu em nota que as acusações são "simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos".
O que a campanha de Lula alega?
A coligação diz que o algoritmo entrega menos os posts da campanha e de "vozes relevantes do campo progressista". Diz também que a Meta deixou de derrubar uma rede de 255 perfis falsos, feitos com inteligência artificial, que atacam Lula, o PT e Janja. Os números da rede vêm de um levantamento da Agência Lupa, feito de 1º a 5 de outubro, e de um estudo do Instituto Democracia em Xeque.
Em nota, a campanha acusou a Meta de tentar interferir na eleição para favorecer Flávio. Um documento do PT, citado pela CNN Brasil, diz que a página de Flávio teve em média "2,96 vezes mais engajamento que a de Lula", mesmo com 17,2% menos seguidores.
O que o TSE mandou a Meta fazer?
| Pedido | Prazo |
|---|---|
| Guardar registros de moderação, dados de anúncios e métricas | 48 horas |
| Dizer, perfil por perfil, o que aplicou às contas de Lula desde 16 de agosto | 48 horas |
| Explicar as métricas dos vídeos de 7 de outubro | 48 horas |
| Dar o motivo de ter desligado a conta de anúncios da campanha em 23 de setembro | 48 horas |
| Mostrar se aplica a regra do TSE do mesmo jeito às duas candidaturas | 48 horas |
O ministro também deu 48 horas para a Agência Lupa e o Democracia em Xeque mostrarem como fizeram os levantamentos e quais materiais analisaram. Depois da resposta da Meta, a coligação e o Ministério Público Eleitoral têm 24 horas cada para falar. Só então o TSE decide o pedido de urgência.
O que a Meta respondeu?
A Meta disse três coisas na nota, segundo o Correio Braziliense e O Povo:
- que as alegações são "simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos";
- que "muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil" nem contas específicas;
- "Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos."
Engajamento é culpa do algoritmo?
Engajamento é curtida, comentário e compartilhamento. Quem curte é gente. O próprio documento do PT mostra que Flávio tem menos seguidores e mais reação por post. A campanha precisa provar, no TSE, que essa diferença vem da máquina e não do público.
Na mesma semana, quem perdeu a conta foi a criadora Katharina Zaparoli, a Bobo da Corte, que satirizava o STF e o TSE. O perfil dela, com 430 mil seguidores segundo ela, sumiu do Instagram. A história está em Calaram a Bobo da Corte?.
Minha opinião
Esta parte é opinião minha, Thiago de Castro.
Quando o post do adversário rende mais, a saída fácil é culpar o algoritmo. A Meta tem prazo para responder ao TSE. Mas engajamento se ganha com mensagem, e eleitor não clica por obrigação.
Perguntas que chegam nos comentários
O TSE disse que a Meta favorece Flávio?
Não. Em 10 de outubro de 2026, o ministro Marco Aurélio Bellizze só pediu explicações em 48 horas. Não há decisão sobre o mérito.
O que a Meta disse?
Que as alegações da campanha de Lula são "simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos" e que cumpre as normas eleitorais.
De onde vêm os números da campanha?
De um documento do PT e de levantamentos da Agência Lupa e do Instituto Democracia em Xeque. O TSE pediu a metodologia dos dois.
O que acontece depois das 48 horas?
A coligação de Lula e o Ministério Público Eleitoral têm 24 horas cada para se manifestar, e o TSE decide.







