Juliana Maria Teixeira da Costa, vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, morreu na manhã de sábado, 26 de setembro de 2026, aos 40 anos, num acidente de carro. A informação é da Prefeitura de Ribeira. Ela estava afastada do cargo por decisão judicial, numa ação em que o Ministério Público de São Paulo (MPSP) a acusa de usar dinheiro da saúde para pagar um "casamento espiritual".
O que disse a prefeitura?
A prefeitura anunciou a morte nas redes sociais: "De uma forma trágica e precoce, nos despedimos de nossa vice-prefeita Juliana Maria Teixeira, que deixa dois filhos." A frase é reproduzida pela NC News.
A nota não detalhou onde nem como foi o acidente, segundo o GMC Online. Até a manhã de domingo, não havia boletim da polícia nas fontes que consultei.
Quem era Juliana Teixeira?
Além de vice-prefeita, ela foi secretária municipal de Saúde de Ribeira. O partido dela não aparece nas reportagens que li.
Qual é a acusação?
O caso é uma ação civil pública por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, movida pelo MPSP e em trâmite na Comarca de Apiaí, segundo o Metrópoles. Não é processo criminal, e não há condenação.
Segundo o MPSP, citado pelo Metrópoles, a vice-prefeita "usou recursos públicos para pagar um 'casamento espiritual'" com o então coordenador municipal de saúde. O objetivo, diz a acusação, era que ele se afastasse da esposa e mantivesse um relacionamento com ela.
| Ponto da acusação | Dado |
|---|---|
| Valor que teria saído do Fundo Municipal de Saúde | R$ 41,2 mil |
| Empresa usada como intermediária | W. F. Da Silva Treinamentos Ltda. |
| Quanto a mãe de santo diz ter gasto no ritual | R$ 380 mil |
| Citados na ação | Juliana, o servidor Lauro Olegário da Silva e William Felipe da Silva, dono da empresa |
Os valores e nomes são do Metrópoles e do GMC Online. O nome do dono da empresa aparece como William e como Willian, conforme o veículo.
Como o caso começou?
Em 21 de agosto de 2024, um vereador de Ribeira viu dois comprovantes de pagamento publicados no Instagram por um perfil chamado "Mentora Samantha", segundo o Metrópoles. Daí veio a investigação.
A Justiça afastou Juliana do cargo, cortou o salário e proibiu a entrada dela na prefeitura e nas secretarias, além do contato com testemunhas. Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo, com o desembargador relator Ronaldo Sérgio Moreira da Silva, rejeitou um pedido da defesa e manteve as medidas, segundo o Metrópoles.
O que dizia a defesa?
Em junho, a assessoria de Juliana disse ao Metrópoles que as acusações eram "falsas" e parte de uma "campanha articulada". Ela afirmou que "a verdade prevalecerá, e a Justiça será implacável".
O que ainda não se sabe?
- As circunstâncias do acidente: local, rodovia e se houve outros envolvidos.
- A data exata do afastamento. O Metrópoles de junho cita 4 de agosto de 2025; outros veículos falam em agosto de 2026.
- O que acontece agora com a ação. Nenhuma das fontes informou.








