O padre redentorista Patricio Alfredo Sánchez Molinari morreu na noite de sábado, 17 de outubro de 2026, em Guayaquil, no Equador, quando a cruz de madeira presa atrás do altar se soltou e o atingiu durante a missa. A celebração era transmitida ao vivo, e a Arquidiocese de Guayaquil confirmou a morte no mesmo dia.
Até esta segunda, 19, nenhuma autoridade explicou por que a cruz caiu.
Onde e quando aconteceu?
Na igreja de Nuestra Señora del Perpetuo Socorro, na rua José Mascote, no centro-sul de Guayaquil, a maior cidade do Equador. O padre Patricio era o pároco.
Era a missa de sábado à noite, transmitida pelo Facebook da paróquia. Segundo o jornal Primicias, ele rezava a oração dos fiéis, a parte da missa em que o padre apresenta os pedidos da comunidade, quando a cruz de madeira, com a imagem de Cristo, se desprendeu da parede e caiu sobre ele.
Pelo relógio da transmissão, foi por volta do minuto 27 da celebração, segundo o Expreso e o Metro Ecuador. Os fiéis correram para ajudar e pediram uma ambulância. O vídeo se espalhou pelas redes no domingo.
Quem era o padre Patricio Sánchez?
Patricio Alfredo Sánchez Molinari nasceu em Cuenca, no sul do Equador, em 1973, segundo o El Universo. Tinha 52 ou 53 anos; a data exata do aniversário não foi divulgada.
Era da Congregação do Santíssimo Redentor, os redentoristas, ordem fundada por Santo Afonso Maria de Ligório em 1732. Os redentoristas guardam desde 1866 o ícone original de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Roma, e a devoção dá nome à paróquia onde ele servia.
Antes de Guayaquil, foi pároco em Manta e em San Lorenzo de Vinces, na província de Los Ríos. A paróquia de Vinces escreveu nas redes que ele "serviu durante vários anos como pároco da nossa comunidade vincense" (tradução minha, citado pelo El Universo).
Na sexta, 16 de outubro, um dia antes, a Arquidiocese tinha publicado uma mensagem pelo aniversário da ordenação sacerdotal dele, segundo o Primicias. O ano da ordenação não foi informado.
O superior provincial dos redentoristas, padre Mauricio Monroy, lembrou o traço mais conhecido do trabalho dele: "Fomentou este grande amor a Jesus Eucaristia por meio da exposição do Santíssimo" (tradução minha, Primicias).
O que ele disse antes de a cruz cair?
Aqui é preciso cuidado, porque os jornais não concordam no detalhe.
A frase que circula é esta, registrada pelo Expreso e pelo Metro Ecuador: "Queridos irmãos, um dia, todos os que estamos aqui também vamos morrer" (no original, "Queridos hermanos, un día, todos los que estamos aquí también vamos a morir").
O jornal colombiano El Tiempo afirma que ela foi dita na homilia da mesma missa, minutos antes do acidente, num trecho em que o padre falava sobre como usamos o tempo da vida. O Metro Ecuador diz que a informação disponível não permite confirmar se a frase é daquela missa nem quanto tempo antes ela foi dita.
O próprio El Tiempo ressalva que nada indica que o padre tenha previsto o acidente. A leitura de "última mensagem" foi feita depois.
O que disse a Arquidiocese?
A nota saiu no sábado, 17, assinada pelo cardeal Luis Gerardo Cabrera Herrera, arcebispo de Guayaquil. Diz que o padre "partiu para a Casa do Pai" e que a Arquidiocese "se une em oração pelo eterno descanso de sua alma", com "solidariedade, afeto e carinho" à família redentorista, aos parentes e aos amigos (tradução minha, a partir do El Tiempo e do InfoVaticana).
A nota não descreve como ele morreu.
No domingo, 18, às 21h, a paróquia celebrou uma missa em memória dele na mesma igreja, presidida por monsenhor Gerardo Miguel Nieves. O Primicias registrou a chegada de muitos fiéis para a despedida.
Os fatos, em ordem
| Quando | O que aconteceu |
|---|---|
| 1973 | Nasce em Cuenca, no Equador |
| Sexta, 16 de outubro | Arquidiocese celebra o aniversário de ordenação dele |
| Sábado, 17, à noite | A cruz cai durante a missa transmitida ao vivo, por volta do minuto 27 |
| Sábado, 17 | Nota da Arquidiocese confirma a morte |
| Domingo, 18, às 21h | Missa em memória na igreja do Perpétuo Socorro |
O que ainda não se sabe
- Por que a cruz caiu. Primicias, El Telégrafo e Expreso registram que não há explicação oficial.
- Como a cruz estava presa e em que estado estava. Nenhum laudo ou perícia foi divulgado.
- Se há investigação. Nenhuma das fontes consultadas menciona Polícia, Criminalística ou Bombeiros no caso.
- Se houve responsável. Ninguém foi apontado.
- Se ele morreu no local ou depois do atendimento. A informação oficial não diz.
- Velório e sepultamento. Datas e locais não foram divulgados até esta segunda.
E o vídeo?
Ele existe e foi gravado pela própria transmissão da paróquia. A revista optou por não reproduzi-lo nem descrever a cena. A morte está confirmada por nota oficial da Arquidiocese de Guayaquil e pela cobertura dos principais jornais do Equador, o que basta para saber que o fato aconteceu.
A resposta
O padre Patricio Sánchez Molinari foi atingido no altar da paróquia que conduzia, durante a missa, com os fiéis presentes e a transmissão no ar, um dia depois de ser lembrado pelo aniversário de sacerdócio. A Igreja confirmou a morte e rezou por ele. A pergunta que segue sem resposta oficial é por que a cruz se soltou.
Perguntas que chegam nos comentários
Quem era o padre que morreu atingido por uma cruz no Equador?
Patricio Alfredo Sánchez Molinari, padre redentorista nascido em Cuenca em 1973 e pároco da igreja Nuestra Señora del Perpetuo Socorro, em Guayaquil.
Quando o padre morreu?
Na noite de sábado, 17 de outubro de 2026, durante a missa transmitida ao vivo pela paróquia.
Por que a cruz caiu?
Ainda não se sabe. Até 19 de outubro, nenhuma autoridade ou a Igreja tinha divulgado a causa nem o estado da fixação da cruz.
O padre disse que todos iam morrer antes do acidente?
Os jornais registram a frase "um dia, todos os que estamos aqui também vamos morrer". O El Tiempo diz que foi na homilia da mesma missa; o Metro Ecuador diz que isso não está confirmado.
A Igreja confirmou a morte?
Sim. A Arquidiocese de Guayaquil publicou nota assinada pelo cardeal Luis Cabrera Herrera no mesmo dia.







