Revista De Castro

Notícias / 23 de outubro de 2026

Especial

O Lula em todas as eleições: o povo que foi embora

Eu abri os resultados do TSE das 9 eleições do Lula, de 1982 a 2026. Ele começou metalúrgico, perdeu três vezes para presidente, ganhou com 61% e saiu do governo com 83% de ótimo ou bom no Datafolha. Depois veio a virada. No 1º turno de 2026, teve 3,4 milhões de votos a menos que em 2022.

Publicado
23 de outubro de 2026
Atualizado
23 de outubro de 2026
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Lula com a faixa presidencial na posse, em janeiro de 2003. Foto: Jane de Araújo/Agência Senado, CC BY-SA 4.0
Lula com a faixa presidencial na posse, em janeiro de 2003. Foto: Jane de Araújo/Agência Senado, CC BY-SA 4.0

O Lula disputou 9 eleições, de 1982 a 2026. Ganhou quatro e perdeu quatro. A nona ainda não acabou: o 2º turno é em 25 de outubro. No 1º turno de 2026, ele teve 3,4 milhões de votos a menos que em 2022, mesmo com mais gente votando.

Eu abri os resultados do TSE de todas elas, voto por voto. A história tem começo bonito. O Lula de 2002 fez coisas boas de verdade, e os números estão aqui. Depois veio a virada. E o povo começou a ir embora.

As 9 eleições do Lula numa tabela só

Votos válidos quer dizer: conta só quem escolheu um candidato. Branco e nulo ficam de fora.

AnoDisputaVotos do Lula%Resultado
1982Governador de SP1.144.64810,8%Perdeu. Ficou em 4º
1986Deputado federal por SP651.7637,1% de SPGanhou. O mais votado do Brasil
1989Presidente, 2º turno31.076.36447,0%Perdeu para Collor
1994Presidente, turno único17.122.12727,0%Perdeu para FHC
1998Presidente, turno único21.475.21131,7%Perdeu para FHC
2002Presidente, 2º turno52.793.36461,3%Ganhou de Serra
2006Presidente, 2º turno58.295.04260,8%Ganhou de Alckmin
2022Presidente, 2º turno60.345.99950,9%Ganhou de Bolsonaro
2026Presidente, 1º turno53.879.53845,2%2º lugar. Vai ao 2º turno contra o Flávio

Fonte: TSE (Repositório de Dados Eleitorais, SIG Eleição e resultado oficial de 2026). Em 1982, a conta é sobre os votos dados a candidatos. Em 1994 e 1998, o FHC ganhou já no 1º turno.

Votos do Lula no 1º turno de cada eleição para presidente

198911,6 milhões
199417,1 milhões
199821,5 milhões
200239,5 milhões
200646,7 milhões
202257,3 milhões
202653,9 milhões

Fonte: TSE

De 1989 a 2022, o número só subiu. Em 2026, pela primeira vez, ele caiu. Como o Lula chegou ao topo? E por que o povo está indo embora?

O mundo comum: o metalúrgico de São Bernardo

Lula fichado no DOPS em 1980, depois das greves do ABC. Domínio público

O Lula se formou torneiro mecânico pelo Senai em 1963. Em 1964, perdeu o dedo mínimo da mão esquerda num acidente de trabalho. Em 1975, virou presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Em 1979, comandou a grande greve do ABC. Em 10 de fevereiro de 1980, ajudou a fundar o PT.

A primeira eleição veio em 1982, para governador de São Paulo. Ele teve 1.144.648 votos, 10,8% dos votos dados a candidatos. Ficou em 4º lugar entre cinco. Quem ganhou foi Franco Montoro, do PMDB, com 49%.

Foi a primeira derrota. Não foi a última.

As provas: um recorde e três derrotas

Em 1986, o Lula se elegeu deputado federal por São Paulo com 651.763 votos. Foi o deputado mais votado do Brasil. Teve mais que o dobro da soma dos outros 7 petistas eleitos pelo estado (266.811).

Em 1989 veio a primeira eleição direta para presidente desde 1960. No 1º turno, o Lula teve 11,6 milhões de votos (17,2% dos válidos) e passou o Brizola por 454.445 votos. No 2º turno, perdeu para o Collor: 47% a 53%.

O mapa de 1989 era o contrário do de hoje. O Nordeste deu só 44% ao Lula. O Sul deu 52%.

O eleitor também era outro. Na pesquisa da véspera, quem tinha faculdade preferia o Lula (58% a 32%). Quem ganhava até 2 salários mínimos preferia o Collor (55% a 42%).

Em 1994, o Lula liderava. No fim de maio, o Datafolha dava 40% a 17% sobre o FHC. Aí veio o Real, o dinheiro novo que segurou os preços. Entre trabalhadores sem carteira e de renda baixa, o Lula tinha 47% contra 13% em maio. Em meados de setembro, esse mesmo grupo dava 45% ao FHC e 20% ao Lula. O FHC ganhou no 1º turno: 54,3% a 27%.

Em 1998, perdeu de novo, também no 1º turno: 31,7% a 53,1%. Nem o Nordeste era dele. Em 1994, o FHC venceu nos 9 estados nordestinos.

Três derrotas seguidas para presidente. E ele tentou a quarta.

A vitória: 2002, na quarta tentativa

Lula, Marisa e FHC na posse de 1º de janeiro de 2003. Foto: Agência Senado, CC BY-SA 4.0

Na quarta vez, ele ganhou. No 2º turno de 2002, foram 52.793.364 votos, 61,3% contra 38,7% do José Serra. O Lula venceu em 26 dos 27 estados. Só perdeu em Alagoas.

E venceu de rico e de pobre quase igual. Segundo o Datafolha de quatro dias antes do 2º turno, ele tinha 66% entre quem ganhava até 5 salários mínimos, 68% de 5 a 10 e 65% acima de 10.

Quem votou no Lula em 2002 votou num homem que tinha saído da fábrica. E ele chegou lá.

O auge: o que deu certo de verdade

Aqui a revista mostra o que foi bom, com o número de cada coisa. Quem não mostra isso não entende por que tanta gente gostou dele.

4,1% ao anofoi o crescimento médio do país de 2003 a 2010IBGE, SIDRA 6784
12,4% para 6,7%desemprego em 6 grandes regiões metropolitanas, de 2003 a 2010IBGE, Pesquisa Mensal de Emprego
53,7%foi o ganho do salário mínimo acima da inflação, de 2002 a 2010DIEESE, Nota Técnica 86
83%achavam o governo ótimo ou bom no fim de 2010Datafolha, a maior marca da série

Fontes: IBGE, DIEESE, Singer (2009) e Datafolha.

Em palavras de casa:

  • O país cresceu. PIB é tudo o que o Brasil produz num ano. Com o Lula, ele cresceu em média 4,1% por ano. Em 2010, cresceu 7,5%.
  • Sobrou emprego. Em seis grandes regiões metropolitanas (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador), o desemprego caiu de 12,4% em 2003 para 6,7% em 2010, o menor da pesquisa até então.
  • O salário mínimo comprou mais. Ele foi de R$ 200 em 2002 para R$ 510 em 2010. Em São Paulo, um salário comprava 1,4 cesta básica em 2002. Em janeiro de 2010, comprava 2,2. Segundo o DIEESE, foi a maior marca desde 1979.
  • O Bolsa Família cresceu. Segundo o cientista político André Singer, as famílias atendidas foram de 3,6 milhões para cerca de 11,4 milhões perto da eleição de 2006.

Em 2006, ele foi reeleito com 58.295.042 votos (60,8%). Mas o mapa virou. O Nordeste deu 77% ao Lula, e o Sul só 46%. De 2002 para 2006, só o Nordeste deu 6,2 milhões de votos a mais. Somando o resto do país e o exterior, ele teve 654 mil votos a menos.

O voto passou a depender do bolso. Na véspera do 2º turno de 2006, segundo o Datafolha, ele tinha 69% entre quem ganhava até 2 salários mínimos e 44% acima de 10. Em 1989 tinha sido o contrário.

No fim de 2010, 83% achavam o governo ótimo ou bom. Foi a maior marca de um presidente na série do Datafolha. 84% diziam que ele entregava um país melhor do que recebeu.

Esse foi o topo. O que aconteceu depois?

A virada: o mensalão, a Petrobras e a recessão

A primeira rachadura veio em 2005, no meio do primeiro mandato. Foi o mensalão: dinheiro repassado a partidos aliados para votarem com o governo no Congresso. Em dezembro de 2005, só 28% achavam o governo ótimo ou bom. Era a pior marca do Lula até então.

Em 9 de outubro de 2012, o Supremo Tribunal Federal condenou nomes da cúpula do governo e do PT do primeiro mandato por corrupção ativa, ou seja, por pagar para ter o apoio. Entre os condenados estavam José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do Lula, José Genoino, ex-presidente do PT, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT. A ressalva completa: em 2014, o STF tirou deles o crime de formação de quadrilha, por 6 a 5. A condenação por corrupção ativa ficou. O Lula não foi réu no mensalão.

Depois veio a Petrobras. No balanço de 2014, divulgado em abril de 2015, a própria Petrobras lançou uma perda de R$ 6,194 bilhões por corrupção. Era o dinheiro pago a mais em contratos de 2004 a 2012, descoberto pela Lava Jato.

O próprio Lula falou disso no Jornal Nacional, em 25 de agosto de 2022:

"Você não pode dizer que não houve corrupção se as pessoas confessaram."

E veio a economia. A Dilma, que o Lula escolheu para o lugar dele, ganhou em 2010. No segundo mandato dela, o país encolheu dois anos seguidos: o PIB caiu 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016. A inflação de 2015 foi de 10,67%, a maior desde 2002. O desemprego mais que dobrou: de cerca de 6,5% no fim de 2014 para quase 14% no começo de 2017. Esse pico já veio no governo Temer, porque a Dilma sofreu impeachment em 31 de agosto de 2016, por 61 votos a 20 no Senado.

O emprego que tinha sobrado sumiu. E a pessoa que mais sentiu foi a mesma que tinha votado nele.

A provação: a prisão em 2018 e a anulação em 2021

Em 7 de abril de 2018, o Lula foi preso na Polícia Federal de Curitiba, condenado no caso do triplex do Guarujá. A condenação tinha sido confirmada pela segunda instância. Naquele ano, o TSE barrou a candidatura dele pela Lei da Ficha Limpa, por 6 votos a 1. Ele ficou 580 dias preso e saiu em 8 de novembro de 2019.

Em 2021, o STF anulou as condenações. Anular é cancelar. O plenário confirmou por 8 a 3, em 15 de abril, que o processo não podia ter corrido em Curitiba. Em 23 de junho, por 7 a 4, declarou que o juiz Sergio Moro foi parcial.

As duas coisas são verdade ao mesmo tempo: ele foi preso, e as condenações foram anuladas. Ninguém julgou de novo se ele era culpado ou inocente. O próprio Ministério Público Federal pediu o arquivamento do caso do triplex em dezembro de 2021, porque o prazo tinha acabado.

A volta: 2022, recorde e por um fio

Em 2022, o Lula voltou e ganhou. No 2º turno, teve 60.345.999 votos, a maior votação de um candidato a presidente no Brasil. Ganhou do Bolsonaro por 2.139.645 votos, a menor diferença de um 2º turno até hoje.

O mapa de 1989 tinha virado de vez. Em 2022, o Nordeste deu 69% ao Lula e o Sul, 38%.

Ele voltou com o recorde. Mas por um fio. E o fio começou a afinar.

O povo indo embora: 2026

O 1º turno de 2026 foi em 4 de outubro. Segundo o TSE, o Flávio Bolsonaro teve 56.104.503 votos (47,03%) e o Lula, 53.879.538 (45,16%).

Em 2022, no 1º turno, o Lula tinha tido 57.259.504. Foram 3.379.966 votos a menos. No mesmo tempo, o país teve 1.071.069 votos válidos a mais. O bolo cresceu e a fatia dele diminuiu.

Onde ele perdeu, pelo TSE (1º turno de 2022 contra 1º turno de 2026):

RegiãoLula em 2022Lula em 2026DiferençaQuanto caiu
Sudeste21.037.09419.237.398-1.799.6968,6%
Sul6.449.3805.476.524-972.85615,1%
Centro-Oeste3.326.3282.963.043-363.28510,9%
Nordeste21.753.13921.494.584-258.5551,2%
Norte4.554.6304.550.602-4.0280,1%
Brasil57.259.50453.879.538-3.379.9665,9%

De cada 100 votos que o Lula teve em 2022, quantos sumiram em 2026

Sul15,1
Centro-Oeste10,9
Sudeste8,6
Nordeste1,2
Norte0,1

Fonte: TSE, 1º turno de 2022 e de 2026

O Nordeste e o Norte ficaram. O Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste foram embora. Só em São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Paraná, foram 2,4 milhões de votos a menos. Minas, que deu vitória ao Lula nos dois turnos de 2022, deu 48,2% ao Flávio e 43,3% ao Lula.

E quem foi embora? A pesquisa ajuda a ver. Comparei a mesma pesquisa, do mesmo instituto, no mesmo momento: a véspera do 1º turno de 2022 e a de 2026. Os números são de votos válidos, segundo o Datafolha.

GrupoLula em 2022Lula em 2026
Homens50%41%
Quem fez ensino médio48%39%
Moradores do Sul42%33%
Quem ganha até 2 salários mínimos61%54%
Mulheres51%50% (estável)
Quem fez faculdade41%40% (estável)

Ele ainda ganha do pobre. Mas cada vez menos. Diferença de 1 ponto fica dentro do erro da pesquisa, por isso está escrito "estável".

Ficha das duas pesquisas (Res. TSE 23.600, art. 10):

  • Datafolha 2022: contratantes Folha de S.Paulo e TV Globo; campo em 30/09 e 01/10/2022; 12.800 entrevistas; margem de erro de 2 pontos; 95% de confiança; registro no TSE BR-00245/2022.
  • Datafolha 2026: contratantes Folha de S.Paulo e TV Globo; campo em 2 e 3/10/2026; 4.006 entrevistas; margem de erro de 2 pontos; 95% de confiança; registro no TSE BR-01708/2026.

A aprovação seguiu o mesmo caminho. Os 83% de 2010 viraram 24% em fevereiro de 2025, a pior marca dos três mandatos. Em outubro de 2026, 35% acham o governo ótimo ou bom e 41% acham ruim ou péssimo.

Quantos achavam o governo Lula ótimo ou bom

Fim de 201083%
Fevereiro de 202524%
Outubro de 202635%

Fonte: Datafolha (fichas abaixo)

O que joga contra, e entra

Tem gente que vai dizer que o Lula de hoje também tem número bom. E tem. A revista mostra:

  • O desemprego está no menor nível da série. Foi de 5,1% no fim de 2025, segundo o IBGE (a pesquisa começou em 2012). Mesmo assim, o voto caiu.
  • O país voltou a crescer, só que menos. O PIB cresceu em média 3% por ano de 2023 a 2025, contra 4,1% nos dois primeiros mandatos.
  • Ele ainda lidera entre os mais pobres e no Nordeste. No 1º turno de 2026, teve 63,8% dos válidos no Nordeste, pelo TSE.
  • Ele não tem condenação. As condenações foram anuladas pelo STF e o mérito nunca foi julgado de novo.

Nada disso muda a conta do TSE: com mais gente votando, ele teve 3,4 milhões de votos a menos.

A resposta

Na opinião da revista: quem votou no Lula em 2002 não estava errado. Aquele Lula saiu da fábrica, ganhou na quarta tentativa e entregou emprego e salário mínimo maior. Os números estão nesta matéria.

O Lula de 2002 é que não existe mais. Depois dele vieram o mensalão, a Petrobras, a recessão da Dilma e a prisão. O povo que o levou ao topo está indo embora devagar. A urna de 2026 mostrou isso.

E você, votou no Lula em algum ano? Conta aqui embaixo: SIM ou NÃO.

As fichas das pesquisas citadas

A lei eleitoral (Res. TSE 23.600, art. 10) manda informar a ficha de toda pesquisa divulgada. Onde o instituto não informou um dado, está escrito.

  • Ibope, 13 a 16/12/1989: 3.650 entrevistas; margem e confiança não informadas pelo instituto; contratante não informado; sem registro (não existia na época). Dados do CESOP/Unicamp.
  • Datafolha, 23 e 24/05/1994 e 13 a 15/09/1994: cerca de 2.500 entrevistas por rodada; margem de 2 pontos; confiança e registro não informados (Mendes e Venturi, Opinião Pública, 1994).
  • Datafolha, 23/10/2002: 10.402 entrevistas em 351 municípios; margem de 2 pontos; confiança e registro não informados no relatório.
  • Datafolha, 27 e 28/10/2006: 12.561 entrevistas em 356 municípios; margem de 2 pontos; registro no TSE 23522/2006; confiança não informada no relatório.
  • Datafolha, avaliação de governo, 17 a 19/11/2010 (relatório de dezembro de 2010): 11.281 entrevistas em 421 municípios; margem de 2 pontos; confiança e registro não informados no relatório.
  • Datafolha, 30/09 e 01/10/2022 (Folha e TV Globo): 12.800 entrevistas; margem de 2 pontos; 95% de confiança; registro BR-00245/2022.
  • Datafolha, 10 e 11/02/2025: 2.007 entrevistas; margem de 2 pontos; avaliação de governo, sem registro por não ser ano de eleição.
  • Datafolha, 2 e 3/10/2026 (Folha e TV Globo): 4.006 entrevistas; margem de 2 pontos; 95% de confiança; registro BR-01708/2026.
  • Datafolha, 13 e 14/10/2026 (Folha): 2.520 entrevistas; margem de 2 pontos; 95% de confiança; registro BR-00466/2026.

Perguntas frequentes

Em quantas eleições o Lula concorreu?

Em 9: governador de São Paulo em 1982, deputado federal em 1986 e presidente em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2022 e 2026. Ganhou quatro (1986, 2002, 2006 e 2022) e perdeu quatro. A de 2026 ainda tem o 2º turno, em 25 de outubro.

Quantos votos o Lula perdeu de 2022 para 2026?

No 1º turno, foram 3.379.966 votos a menos, segundo o TSE: 57.259.504 em 2022 e 53.879.538 em 2026. A maior perda foi no Sudeste e a maior queda, no Sul (15,1%).

Qual foi a aprovação do Lula no fim do segundo mandato?

83% de ótimo ou bom no Datafolha de novembro de 2010, a maior marca de um presidente na série do instituto.

O Lula foi condenado no mensalão?

Não. O Lula não foi réu no mensalão. Em 2012, o STF condenou por corrupção ativa nomes da cúpula do governo e do PT, como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares.

As condenações do Lula na Lava Jato valem?

Não. O STF anulou as condenações em 2021, por erro de foro e por suspeição do juiz. O mérito não foi julgado de novo: ele não foi absolvido nem condenado.

Fontes desta materia

  1. TSE, Repositório de Dados Eleitorais: votação por candidato de 1982
  2. TSE, Repositório de Dados Eleitorais: votação por candidato de 1986
  3. TRE-PR, Memórias eleitorais: a eleição de 1989
  4. TRE-RJ, Memória: eleições de 1994
  5. TSE, SIG Eleição: resultado do 2º turno de 2002
  6. TSE, SIG Eleição: resultado do 2º turno de 2006
  7. TSE, histórico de totalização do 1º turno de 2022
  8. TSE, histórico de totalização do 2º turno de 2022
  9. TSE, resultado oficial do 1º turno de 2026 para presidente
  10. Poder360: de torneiro mecânico à tentativa de 4º mandato, a trajetória de Lula
  11. CESOP/Unicamp, Opinião Pública, Encarte Tendências (Ibope de dezembro de 1989)
  12. Mendes e Venturi (Datafolha), Opinião Pública, 1994: a eleição e o Plano Real
  13. Datafolha, intenção de voto de 23/10/2002 (PDF)
  14. Datafolha, intenção de voto de 27 e 28/10/2006 (PDF)
  15. Datafolha, avaliação do governo Lula, dezembro de 2010 (PDF)
  16. André Singer, Raízes sociais e ideológicas do lulismo, Novos Estudos 85, 2009
  17. IBGE, SIDRA tabela 6784: PIB, variação anual
  18. IBGE: desocupação fecha 2010 numa média de 6,7%
  19. DIEESE, Nota Técnica 86: política de valorização do salário mínimo (2010)
  20. TV Câmara, 09/10/2012: maioria do STF condena José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares por corrupção ativa
  21. Câmara dos Deputados, 27/02/2014: maioria do STF absolve Dirceu e Genoino por formação de quadrilha
  22. Exame, 22/04/2015: Petrobras registra perda de R$ 6,2 bilhões por corrupção
  23. Petrobras, formulário 6-K na SEC com o balanço de 2014
  24. Gazeta do Povo, 25/08/2022: como foi a entrevista de Lula no Jornal Nacional
  25. InfoMoney, 25/08/2022: no JN, Lula reconhece casos de corrupção na Petrobras
  26. Agência Brasil, 2017: IBGE revisa PIB de 2015 para queda de 3,5%
  27. IBGE: IPCA fecha 2015 em 10,67%
  28. Agência Senado: por 61 votos a 20, Senado aprova o impeachment de Dilma Rousseff
  29. Agência Brasil, 08/11/2019: Lula deixa a carceragem da PF em Curitiba
  30. STF: plenário confirma anulação das condenações de Lula na Lava Jato
  31. STF, 23/06/2021: plenário confirma a suspeição de Moro
  32. Datafolha, véspera do 1º turno de 2022 (PDF, BR-00245/2022)
  33. Datafolha, véspera do 1º turno de 2026 (PDF, BR-01708/2026)
  34. Exame, 05/10/2026: Lula teve 3,3 milhões de votos a menos no 1º turno de 2026
  35. CNN Brasil, 14/02/2025: Datafolha de fevereiro, 24% de ótimo ou bom
  36. O Povo, 15/10/2026: Datafolha, governo Lula tem avaliação negativa de 41% e positiva de 35%
  37. IBGE: desocupação cai para 5,1% em dezembro de 2025
  38. IBGE: PIB cresce 2,3% em 2025
  39. Res. TSE 23.600/2019, art. 10 (o que toda divulgação de pesquisa tem de informar)