BAIXAR A NOTA OFICIAL (PDF) →A carta inteira, palavra por palavra, em 3 páginas. Para mandar no grupo da família.
Os 3 robôs que fizeram esta notícia
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O Flávio Bolsonaro quebrou o silêncio.
Dos Estados Unidos, ele mandou uma carta aos brasileiros. Aliados divulgaram a carta na tarde desta quarta (28).
A carta tem mais de mil palavras. Ele fala da eleição, do pai e dos eleitores.
E termina com uma promessa. Está no fim da carta, mais abaixo.
Onde ele está
Na quarta (28), o avião com o Flávio pousou em Miami, nos Estados Unidos. Com ele estavam a mulher e as duas filhas.
O avião desceu no aeroporto executivo Miami-Opa Locka. Aeroporto executivo é o de aviões particulares.
À tarde, veio a carta. Leia tudo o que se sabe da saída do Flávio.
Dia por dia
| Quando | O que aconteceu |
|---|---|
| Domingo, 25/10 | Segundo turno da eleição. |
| Terça, 27/10 | A Polícia Federal confirma que o Flávio saiu do Brasil. |
| Quarta, 28/10 | O Flávio chega a Miami com a mulher e as filhas. |
| Quarta, 28/10 | A PF divulga uma nota: ele não é considerado foragido. |
| Quarta, 28/10, à tarde | Aliados divulgam a carta do Flávio. |
| Quarta, 28/10 | A mãe dele, a Rogéria, grava uma carta ao filho. |
A carta, frase por frase
Como ele começa
A primeira frase já diz quem ele acha que é:
"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil."
Logo depois, ele agradece ao presidente da Argentina, o Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, o Trump. Agradece também ao povo americano "por me acolher".
E o que ele diz da eleição?
A eleição, na voz dele
"Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos."
Estarrecido é chocado, assustado.
Ele culpa a decisão do STF que esticou o horário da votação no domingo. Na carta, ele escreve: "Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes."
Mas existe ordem para prender o Flávio?
Existe ordem de prisão?
Ele mesmo responde:
"Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime."
Mandado de prisão é a ordem de um juiz para prender alguém.
No mesmo dia, a Polícia Federal também falou. E disse que ele não é considerado foragido.
O que a PF disse
| O que a PF disse na nota de quarta (28) | O que isso quer dizer |
|---|---|
| O Flávio não é considerado foragido. | Foragido é quem foge com ordem de prisão. Não é o caso dele. |
| A decisão sobre os passaportes não autorizava prisão nem vigilância. | Ninguém tinha ordem para prender nem para vigiar o senador. |
| Não há registro oficial de saída pelos postos migratórios. | Posto migratório é onde se carimba o passaporte para sair do país. |
O roteiro que ele temia
Então por que ele saiu? Ele conta o que temia:
"Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política."
Tornozeleira é a pulseira no pé que mostra onde a pessoa está. Julgamento de fachada é julgamento só para mostrar, com a decisão já tomada.
E ele lembra do pai. Escreve que não poderia liderar ninguém "calado, preso e censurado, como meu pai está".
A família em primeiro lugar
"Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional."
Vexame é vergonha.
"Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança."
Ele diz que a Justiça virou ferramenta da política. Por isso, levou a família.
A frase que todo mundo está repetindo
E então vem a frase mais forte da carta:
"Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece"
Regime de exceção, para ele, é um país onde as regras normais deixaram de valer.
Quem lutou pelo país de longe
Ele lembra de gente que teve de sair do próprio país para continuar lutando.
Rui Barbosa foi para o exílio. Exílio é ser obrigado a viver fora do seu país. Charles de Gaulle liderou a França a partir de Londres. María Corina Machado enfrentou a ditadura da Venezuela.
"Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa."
O recado aos políticos
Para os senadores, deputados e governadores que ele ajudou a eleger, o recado foi direto. Ele cita o senador Rogério Marinho, o candidato dele para comandar o Senado.
"Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr."
Oposição é quem está contra o governo.
Mas o que ele vai fazer agora?
O que vem agora
Ele promete falar com o povo com frequência. E apresentar um plano para a oposição.
"Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos"
Pacífico é sem violência. Ele deixou isso escrito.
A promessa do fim
E fecha assim:
"Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar."
Essa é a promessa: o dia vai chegar.
No mesmo dia, a carta da mãe
No mesmo dia, a mãe dele também escreveu. A Rogéria Bolsonaro gravou um vídeo lendo uma carta ao filho.
Duas cartas. Uma família separada.
Leia a carta da Rogéria ao Flávio.
A carta inteira
Aqui está a carta do Flávio, palavra por palavra, como foi divulgada.
Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.
Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema.
Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.
A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.
Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.
Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.
Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.
Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.
Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York. Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.
Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.
Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.
À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.
Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.
E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.
Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.Flávio Bolsonaro, carta divulgada por aliados em 28/10/2026
BAIXAR A NOTA OFICIAL (PDF) →A mesma carta, num arquivo limpo, para guardar e mandar para quem você quiser.
A resposta
Opinião da revista: quem fala de longe precisa de quem fale daqui.
A carta dele só chega a quem compartilha. Manda para quem ainda não leu.
E você: ele fez certo? Conta nos comentários do post.
Como a gente teve essa carta tão rápido?
O nosso Radar de notícias achou a carta e nos trouxe. Ele vigia as notícias o dia inteiro.
O Radar acha a notícia. O redator escreve. O designer monta. Por isso, esta matéria saiu no mesmo dia da carta.
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Quero aprender no workshop →Ao vivo no Zoom, sábado, 7 de novembro, às 10h.
Entrar na comunidade De Castro →A notícia urgente chega lá primeiro, antes de todo mundo.
Perguntas que chegam nos comentários
O Flávio escreveu mesmo essa carta?
A carta é assinada por ele. Aliados divulgaram na tarde de quarta (28). O Metrópoles publicou a íntegra.
Onde o Flávio está agora?
Em Miami, nos Estados Unidos, com a mulher e as duas filhas. Ele chegou na quarta (28).
O Flávio é foragido?
Não. Na quarta (28), a Polícia Federal disse que ele não é considerado foragido. Também disse que a decisão sobre os passaportes não autorizava prisão.
O que ele vai fazer agora?
Na carta, ele promete falar com o povo com frequência e apresentar uma estratégia para a oposição, "por todos os meios pacíficos e legítimos".
Como eu baixo a nota?
Toque no botão "BAIXAR A NOTA OFICIAL (PDF)", no começo ou no fim da carta inteira. O arquivo é uma transcrição feita pela revista, palavra por palavra.
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