Na tarde de sexta-feira, 9 de outubro de 2026, um homem invadiu o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, no bairro de mesmo nome, em Curitiba, e manteve 13 crianças de 4 e 5 anos sob ameaça dentro de uma sala. Depois de cerca de três horas de negociação, a Companhia de Operações Especiais do Bope da Polícia Militar do Paraná entrou. As 13 crianças foram resgatadas com vida. O invasor foi baleado quando tentou agarrar uma delas e morreu no local.
Como começou?
O homem chegou de bicicleta, deixou a bicicleta do lado de fora e pulou a cerca, segundo a Banda B. As crianças estavam com penteados de festa para o Dia das Crianças, comemorado na segunda-feira, 12 de outubro.
A primeira informação da Guarda Municipal falava em 23 crianças na sala. Oito foram liberadas no começo. Treze ficaram com o invasor.
Ele levava uma faca e uma réplica de pistola. Espalhou líquido inflamável pela sala e segurava um isqueiro, ameaçando pôr fogo em tudo.
Como a polícia agiu?
A PM foi chamada pelo 190. Equipes do 12º Batalhão isolaram o CMEI, e a negociação começou. O Bope assumiu a ocorrência.
Com o passar das horas, o homem ficou agressivo e passou a segurar crianças com força. "Ele estava com o isqueiro na mão ameaçando botar fogo naquele local", contou o coronel Alexandre Lopes Dias, do Comando de Missões Especiais da PM, segundo o Correio Braziliense.
Foi aí que veio a decisão. "Optamos pelo adentramento tático para evitar um mal maior", disse o coronel, segundo a Banda B. Na entrada, o invasor tentou pegar uma criança e foi atingido. "O autor foi neutralizado com óbito no local", informou a tenente Letícia Martins, porta-voz da PM, à Tribuna do Paraná.
Como estão as crianças?
Todas as 13 saíram vivas. Uma tinha machucados visíveis no rosto. Cinco foram levadas a uma UPA por decisão dos pais, segundo o Metrópoles. Todas recebem atendimento médico e psicológico, e a Prefeitura de Curitiba mandou psicólogos para atender alunos, funcionários e famílias.
Quem era o invasor?
A PM não divulgou nome nem idade. Segundo o coronel Lopes Dias, ele tinha esquizofrenia, informação que a polícia só confirmou depois da identificação. Uma carta caiu no chão quando ele entrou no CMEI. "Essa carta realmente existe", disse o coronel ao Metrópoles. A autoria ainda não foi confirmada, e a Polícia Civil deve abrir inquérito.
O que fica deste caso?
Três horas de conversa, uma decisão em segundos e 13 crianças de volta para casa. O Bope do Paraná negociou enquanto deu para negociar e entrou quando a vida das crianças passou a correr risco.
Perguntas que chegam nos comentários
Alguma criança morreu?
Não. As 13 foram resgatadas vivas em 9 de outubro de 2026. Uma teve ferimentos no rosto.
A arma do invasor era de verdade?
Não. Era uma réplica de pistola. Ele também tinha uma faca, líquido inflamável e um isqueiro.
Por que a polícia entrou?
Segundo a PM, o homem ficou agressivo, passou a segurar crianças com força e ameaçava pôr fogo na sala.








