O governo federal prorrogou por 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro ao óleo diesel rodoviário. A Portaria nº 2.946, do Ministério da Fazenda, saiu em edição extra do Diário Oficial na noite de 25 de setembro e vale a partir de domingo, 27 (Agência Brasil). Pela conta de 30 dias, o desconto vai até 26 de outubro.
A Fazenda justificou a medida pela "persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis" (CNN Brasil).
De onde veio o R$ 2,12?
São duas parcelas. A primeira, de R$ 1,12, nasceu com a Medida Provisória 1.363, de 30 de maio de 2026, por causa do "choque de oferta derivado do conflito bélico no Oriente Médio" (Congresso Nacional). O conflito começou em 28 de fevereiro, e o Brasil importa de 25% a 30% do diesel que consome, segundo o governo (Agência Senado). Até agosto, eram dez MPs sobre combustíveis desde março.
A segunda parcela, de R$ 1, veio com a MP 1.391, de 11 de setembro (Agência Senado). Como a MP 1.363 perdeu a validade no sábado, a portaria nova passa a fixar os R$ 2,12 inteiros.
Quem recebe?
Produtores e importadores de diesel rodoviário. Descontam o valor do preço de venda, informam a ANP e a agência paga a diferença (Agência Senado). Em 16 de setembro, a Petrobras anunciou alta de R$ 1 por litro, anulada pela subvenção de R$ 1: o preço na refinaria ficou igual (Agência Brasil).
Quanto custa?
| Conta | Valor | Fonte |
|---|---|---|
| Autorizado em 2026, em cinco MPs | R$ 27,4 bilhões | Agência Senado, 14/9 |
| Pacote de setembro, por mês | cerca de R$ 7 bilhões | Agência Brasil, 24/9 |
| Só o R$ 1 extra do diesel, por mês | R$ 5 bilhões | Correio Braziliense, 10/9 |
| Todas as medidas de 2026 | quase R$ 40 bilhões | governo, via Correio |
E na bomba?
O diesel subiu mesmo assim. Pela ANP, o S-10 chegou a R$ 7,33 de média nacional, alta de 2,8% na semana e 6,5% em setembro, o maior valor desde abril (InfoMoney). A causa apontada: Brent acima de US$ 100. O peso de Ormuz nessa conta está em quanto o Irã custa no seu tanque.
O que dizem os economistas?
André Braz, do FGV Ibre, duvida do repasse integral do corte na gasolina. No diesel, diz que "o impacto na inflação é pequeno", porque pesa 0,20% do orçamento familiar, e que a ajuda vem de forma indireta, no transporte e na carga (Correio Braziliense).
Em abril, para as medidas daquele mês, Felipe Salto (Warren Investimentos) calculou impacto bruto de R$ 34,7 bilhões até agosto e líquido de R$ 15,7 bilhões, porque o petróleo caro também engorda a arrecadação. Na época, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou em "absoluta neutralidade fiscal" (IstoÉ Dinheiro).
E a eleição?
A prorrogação sai nove dias antes do primeiro turno, 4 de outubro. O Correio Braziliense registrou que o pacote de setembro foi assinado "a menos de um mês do primeiro turno". A Revista Oeste registrou o mesmo prazo e indicou ao leitor uma reportagem chamada "Desespero eleitoral". O governo atribui a decisão ao preço do petróleo. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse em 24 de setembro que, "frente aos indicadores, a tendência é que a gente mantenha" (Agência Brasil).
Perguntas que chegam nos comentários
Até quando vale a subvenção de R$ 2,12?
Até 26 de outubro de 2026, 30 dias a partir de 27 de setembro.
O desconto vai direto para o consumidor?
Não. Vai para produtores e importadores, que devem abater o valor no preço de venda.








