O Comitê Norueguês do Nobel deu o Prêmio Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, de 85 anos, na sexta-feira, 9 de outubro, em Oslo. Pillay presidiu a comissão da ONU que, em setembro de 2025, concluiu que Israel cometeu genocídio em Gaza. Israel reagiu no mesmo dia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse: "O comitê do Prêmio Nobel perdeu sua bússola moral."
Quem é Navi Pillay?
Advogada de presos políticos contra o apartheid, entre eles Nelson Mandela. Foi juíza do tribunal da ONU para o genocídio de Ruanda. Depois, juíza do Tribunal Penal Internacional de 2003 a 2008, quando saiu para ser alta comissária da ONU para direitos humanos.
O cargo que pesou no prêmio foi o último. Ela presidiu a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado. Em setembro de 2025, a comissão acusou Israel de genocídio. Israel chamou o relatório de "escandaloso" e nega a acusação.
O presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, explicou a escolha: "Isto é definitivamente um recado para quem está minando o sistema internacional." O prêmio vale 12 milhões de coroas suecas, cerca de US$ 1,2 milhão. A entrega é em 10 de dezembro.
Como Israel reagiu?

| Quem | O que disse |
|---|---|
| Ministério das Relações Exteriores de Israel | O prêmio é "a instrumentalização grotesca de um prêmio para legitimar o ódio e o preconceito contra Israel" |
| Benjamin Netanyahu | "O comitê do Prêmio Nobel perdeu sua bússola moral" |
| Donald Trump | Compartilhou no Truth Social um texto dizendo que o comitê "rebaixou" o prêmio |
Netanyahu ligou Pillay ao procurador do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, que pediu a prisão dele. Disse que Khan foi acusado de abuso sexual por funcionárias do próprio tribunal e que usou o trabalho de Pillay para montar "um caso falso contra Israel".
Depois do prêmio, Pillay repetiu a acusação de genocídio num discurso em Nuremberg, na Alemanha, segundo a ISTOÉ. No mesmo dia 9, o governo Trump sancionou o tribunal onde ela foi juíza. A história está em EUA sancionam o Tribunal Penal Internacional.
O que isso tem a ver com o Brasil?
O governo Lula está do mesmo lado do relatório de Pillay. Em fevereiro de 2024, Lula comparou a ofensiva em Gaza ao Holocausto, e Israel o declarou persona non grata, segundo a RTP.
Em 23 de julho de 2025, o Itamaraty anunciou que o Brasil entraria no processo da África do Sul contra Israel por genocídio, na Corte Internacional de Justiça. Israel respondeu que a decisão era "uma demonstração de profundo fracasso moral", segundo a CNN Brasil.
O outro lado da eleição fala outra língua. Depois do primeiro turno de 4 de outubro, em que Flávio Bolsonaro teve 47,03% e Lula 45,16%, Netanyahu telefonou para Flávio. Parabenizou o "grande feito" e o convidou a visitar Israel. Os dois lados falaram em "renovar a profunda amizade entre os dois países", segundo a RTP.
Até 11 de outubro, não encontrei nota do Itamaraty sobre o Nobel de Pillay.
Minha opinião
Esta parte é opinião minha, Thiago de Castro.
O próprio comitê disse que o prêmio é um recado político. O governo Lula já tinha escolhido esse lado em 2024, quando comparou a guerra em Gaza ao Holocausto. No dia 25, o eleitor decide se o Brasil continua nele ou volta a ser amigo de Israel.
Perguntas que chegam nos comentários
Quem ganhou o Nobel da Paz de 2026?
A jurista sul-africana Navi Pillay, de 85 anos, anunciada em 9 de outubro de 2026, em Oslo.
Por que Israel criticou?
Pillay presidiu a comissão da ONU que acusou Israel de genocídio em Gaza em setembro de 2025. Israel nega e chamou o prêmio de instrumentalização grotesca.
O Brasil apoia a acusação contra Israel?
O governo Lula anunciou em julho de 2025 que entraria no processo da África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça.







