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Nikolas Ferreira publicou nesta terça-feira, 20 de outubro, às 11h59, o vídeo "O Nordeste que foi esquecido". A Revista De Castro mediu o contador direto no post: com 9 minutos e meio no ar, eram 599 mil curtidas e 65 mil comentários, e o contador do Instagram já passava de 2 milhões de visualizações. Às 12h25, 25 minutos depois, eram 1,45 milhão de curtidas e 188 mil comentários.
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Como o vídeo começa
Nikolas aparece sentado, de camiseta preta, na frente de um pano preto. "Hoje eu vou falar sobre o Nordeste. Mas..." Ele para no meio da frase, levanta e puxa o pano. Na tela, três frases: sem roteiro, sem filtro, sem fundo preto. Atrás do pano aparece uma casa de tijolo sem reboco, na Bahia, com um sofá velho no quintal de terra. Nikolas deixa a cadeira vazia e sai. Quem senta nela, um de cada vez, são sete nordestinos.
Personagem por personagem
A nordestina de Mundo Novo (BA). Abre o vídeo: "Sou nordestina, nasci em Mundo Novo e moro aqui na Bahia. Passei a vida inteira ouvindo Lula dizer que a nossa vida ia mudar." Depois: "Realmente nós não temos esgoto." E faz um pedido: "Quero criar meus netos." Outro completa: "Pra mudar o Nordeste."

O homem de camisa jeans. "Pra tomar banho, nós tem que pegar de balde." Sobre a violência: "A falta de segurança é o que mais machuca a gente. Segurança não está igual como era antigamente." E sobre a promessa da campanha de 2022: "É sobre a picanha. Hoje o povo está botando abóbora no espeto."

A aposentada de óculos. É a voz mais dura do vídeo: "Sou aposentada, eu compro remédio que eu faço tratamento de câncer. E um salário mínimo não dá pra nada. Ainda vem o desconto que o governo está tirando da minha aposentadoria." Sobre a picanha: "Chegou! Mas só pra aquela mulher dele lá." E sobre os filhos que foram embora: "Às vezes a gente fica sem comer e compra o remédio. Mas nada dói mais do que ver seu filho partir." Explica por quê: "Tiveram que sair porque não tinha emprego. Lá eles estudaram, arrumaram serviço."

O homem de camisa da seleção. "Eu envelheci." Sobre a campanha: "Ele agora está prometendo um Brasil diferente pra mim." Sobre a picanha: "Até hoje nunca chegou." E a frase que vira o vídeo: "O Nordeste não é o problema."

O homem de camisa cinza e verde. "Eu envelheci também." Quando a aposentada fala da picanha, ele completa: "A Janja." E depois: "Mas eu não quero isso mais. Aqui tem gente trabalhadora. O problema é que ainda tem gente aqui..."

A moça de blusa rosa. "E eu estou envelhecendo." Sobre quem foi embora: "Não poder abraçar, não poder sentir o cheiro." E continua a frase do homem de camisa cinza: "...que trocou o futuro de todos nós."

O senhor de camisa vermelha. Aparece uma vez, com a frase mais curta e uma das mais fortes: "Mas ele prometeu pra mim." Os outros respondem: "Pra mim também."

Antes do fim, eles repetem a mesma palavra, um depois do outro: "Chega."
O final: a mesma promessa
Nos últimos segundos, os rostos aparecem de perto, com a voz de Lula e uma legenda que volta no tempo, de 2026 até 2002. A frase é sempre a mesma: "Se, ao final do meu mandato, todos os brasileiros tiverem a possibilidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar, terei cumprido a missão da minha vida." Lula disse essa frase no discurso de posse no Congresso, em 1º de janeiro de 2003, e lembrou ali que já a tinha dito no primeiro pronunciamento depois da eleição de 2002.
O vídeo fecha com a cadeira vazia e quatro frases: "Lula nasceu no Nordeste. Depois de 20 anos no poder, continua sendo a região mais pobre do país. 14 milhões sem acesso ao abastecimento de água. Na hora de votar, não se esqueça."
O que os números dizem
Fontes: IBGE (Síntese de Indicadores Sociais 2025), Ministério das Cidades (SINISA 2025) e Agência Brasil.
A picanha também tem data: no Jornal Nacional de 25 de agosto de 2022, o então candidato Lula disse que "o povo tem que voltar a comer um churrasquinho, a comer uma picanha e tomar uma cervejinha".
Opinião da Revista De Castro. Nikolas acertou em sair da cadeira. Quem fala no vídeo é o povo do Nordeste, com a própria voz, na frente da própria casa. E o Brasil ouviu: nunca vimos um vídeo correr tão rápido. O Nordeste não é o problema. O problema é a promessa que se repete há mais de 20 anos.
Perguntas que chegam nos comentários
Onde está o vídeo completo?
No começo desta página. Você pode assistir aqui e mandar o link para a família pelo botão do WhatsApp.
Quantas curtidas o vídeo teve?
Pelo contador do post, medido pela revista: 599 mil curtidas com 9 minutos e meio no ar e 1,45 milhão com 25 minutos.
De onde são as pessoas do vídeo?
Da Bahia. Uma delas diz que nasceu em Mundo Novo (BA). O vídeo não traz o nome de cada uma.
A frase do café da manhã, almoço e jantar é de quando?
Do discurso de posse de Lula, em 1º de janeiro de 2003. Ele disse que já tinha dito a frase depois da eleição de 2002.
Onde baixo a Cartilha 22?
No botão do começo desta página ou comentando NORDESTE22 no post da @revistadecastro.







