No domingo, 4 de outubro, o aposentado ou pensionista que for votar faz, no mesmo gesto, a prova de vida do INSS.
Na mesma semana, circula um golpe que usa exatamente esse assunto.
A regra
O Ministério da Previdência confirmou em 18 de setembro: comparecer às urnas vale como prova de vida automática. Vale para cerca de 40 milhões de beneficiários, entre aposentados, pensionistas e quem recebe benefício assistencial.
A frase do ministro Wolney Queiroz, citada pelo Brasil de Fato: "Se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada."
O beneficiário não precisa mandar comprovante. A Justiça Eleitoral repassa os dados ao INSS, e o cruzamento é feito entre os dois órgãos. A base legal é a Lei 13.846/2019 e a Portaria INSS 1.408/2022, segundo o ministério.
O sistema já funcionou antes. Em 2024, os dados eleitorais atualizaram cerca de 5 milhões de provas de vida, segundo InfoMoney e Brasil de Fato.
E quem não votar
Quem tem 70 anos ou mais pode deixar de votar sem justificativa. A ausência não bloqueia o benefício, segundo o InfoMoney. Nesse caso, o INSS procura outros registros em bases públicas para confirmar que a pessoa está viva, como emissão de documento ou atendimento em órgão público.
O golpe
Na mesma semana, o INSS alertou para a falsa prova de vida. O roteiro, segundo o Correio Braziliense e O Povo:
- O golpista liga, manda SMS, WhatsApp, e-mail ou até carta.
- Diz que é do INSS ou da Central 135.
- Pede para "regularizar o cadastro" ou "confirmar que continua vivo", sob ameaça de bloquear o pagamento.
- Cobra resposta urgente, pede foto de documento, dados pessoais ou clique num link.
O que o INSS diz, citado pelo Correio Braziliense: "O INSS reforça que não solicita dados pessoais, senhas ou pagamentos por telefone para realizar o procedimento." O órgão também não liga para o beneficiário, não vai à casa dele para isso e não manda link de biometria facial, segundo O Povo.
A conta simples
Junte as duas notícias e a regra para os seus pais cabe numa frase: quem vai votar não precisa fazer nada, então qualquer mensagem pedindo prova de vida nesta semana é suspeita.
Se a mensagem chegar:
- Não clique, não responda, não mande documento.
- Desligue e confira pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135, discando você mesmo.
- Guarde o print e denuncie na Ouvidoria do INSS, pelo Fala.BR. Se houve prejuízo, registre boletim na Polícia Civil.
As formas seguras de fazer a prova de vida, para quem não votar, seguem as mesmas: no banco com documento oficial ou pelo Meu INSS com biometria facial.
A resposta
Votar, sim, vale como prova de vida. E é justamente por isso que a mensagem cobrando prova de vida às vésperas da eleição merece desconfiança dobrada. O INSS não liga, não manda link e não ameaça cortar benefício por mensagem.








