O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na terça-feira, 29 de setembro de 2026, uma ordem executiva que manda o governo federal trocar "Artificial Intelligence" (AI) por "Super Intelligence" (SI). A regra vale para todos os órgãos do Poder Executivo americano, em documentos oficiais, sites, relatórios e comunicados.
A assinatura aconteceu na Casa Branca, depois de um encontro de Trump com executivos de tecnologia. Elon Musk e Mark Zuckerberg estavam lá, segundo a CBS Austin.
O que a ordem executiva manda fazer?
Segundo o resumo oficial da Casa Branca, a MLex e a Fox Business, a ordem tem três partes:
- Todos os departamentos e agências federais passam a usar "Super Intelligence" e "SI" em correspondência oficial, comunicação pública, sites, relatórios e documentos de política.
- O governo deixa de reconhecer os termos "Artificial Intelligence" e "AI" em qualquer uso aplicável, "até o limite permitido pela lei", segundo o trecho citado pela MLex.
- O assessor do presidente para Ciência e Tecnologia tem de propor uma definição federal de "Super Intelligence" e sugerir novas medidas.
A troca vale para documentos que não são lei. Segundo o Yahoo News, a Casa Branca deu 60 dias para decidir até onde o novo termo pode substituir a definição de "inteligência artificial" escrita em lei.
O que Trump disse, palavra por palavra?
A justificativa oficial, no texto citado pela Fox Business, é que o termo "Super Intelligence" captura melhor "a promessa, o potencial e as capacidades em rápido avanço dessas tecnologias".
Trump foi mais direto. "Quando você diz inteligência artificial, é artificial. Isso é inteligência extrema, é inteligência superior, é inteligência suprema. Mas a palavra super é a melhor de todas", disse ele, segundo o Yahoo News.
Uma semana antes, em 22 de setembro, na Assembleia Geral da ONU, ele já tinha anunciado que todos os documentos dos Estados Unidos passariam a usar "o termo muito mais preciso 'super'", segundo o Yahoo Finance.
Como se chegou ao nome?
Por enquete na Truth Social, a rede de Trump. Na primeira, "Superior Intelligence" liderou com cerca de 41% de 230 mil votos (Yahoo Finance). Na segunda, contra "Superior Intelligence", o nome "Super Intelligence" teve 65% (Yahoo News).
Quanto se apostou nisso?
O mercado de previsão Polymarket tinha um contrato chamado "Trump renomeia a IA até 30 de setembro". A regra exigia um ato formal: discurso e post não valiam.
| Momento | Dado do contrato |
|---|---|
| Manhã de 29/9 | 53% de chance de acontecer até 30/9 |
| Mesmo dia, prazo até 31/12 | 69% de chance |
| Antes da assinatura | cerca de US$ 670 mil apostados |
| Depois da assinatura | cerca de US$ 1,56 milhão, resolvido como "sim" |
Fontes: Yahoo Finance e Polymarkets.co.il. Eu não encontrei fonte confiável sobre contrato parecido no Kalshi.
Quem aplaudiu e quem criticou?
Zuckerberg chamou a medida de "um passo positivo significativo" em post no X, segundo a Fox Business. Jensen Huang, da Nvidia, passou a chamar os centros de dados de "fábricas de SI", segundo o Yahoo News.
Do outro lado, o senador democrata Mark Warner, da Virgínia, disse que trocar o nome não resolve os riscos reais da tecnologia, segundo o Yahoo News.
No mesmo encontro, as empresas assinaram um acordo voluntário de revisão dos sistemas, que Trump chamou de "moralmente vinculante", segundo a Fox Business.
Na minha opinião, a ordem mexe no vocabulário e deixa a regra do jogo igual. No Brasil, o debate ainda está no plano de R$ 23 bilhões para IA e na chegada da OpenAI ao país.







